Cinco pessoas foram presas na noite desta quarta-feira (29) na investigação sobre o assalto ao Museu do Louvre na região de Seine-Saint-Denis. A prisão ocorre dez dias após o roubo, e as informações foram fornecidas nesta quinta-feira (30) por Laure Beccuau, procuradora da República de Paris, em entrevista à rádio francesa RTL.
Dois suspeitos já haviam sido presos no último sábado (25) e foram formalmente acusados por roubo organizado e associação criminosa, sendo colocados em prisão preventiva. A polícia de Paris confirmou também nesta quarta (29) que estes dois suspeitos estavam entre os que invadiram o museu, de acordo com testes de DNA. Um deles estava em uma das scooters utilizadas na fuga e o outro na câmara de vidro que guardava as jóias.
A procuradora também informou que um dos cinco suspeitos detidos nesta quarta (29) é acusado de fazer parte da equipe de quatro pessoas na hora do roubo à Galeria de Apolo e está “particularmente na mira” dos investigadores. Ainda em sua fala, Beccuau explicou que vestígios de DNA que ligam o homem ao crime foram encontrados no local.
De acordo com o Ministério Público de Paris, todos os detidos na investigação estão sob custódia. Apesar disso, a promotora admitiu que as oito jóias roubadas no dia 19 de outubro ainda não foram recuperadas .
Relembre o roubo
No dia 19 de outubro, ladrões invadiram o Museu do Louvre minutos após sua abertura. Usando um guindaste simples, eles quebraram a janela da Galeria de Apolo, que guardava as jóias da família real francesa, e roubaram os pertences, cujo valor estimado é de 88 milhões de euros.
Segundo a polícia, a ação envolveu quatro suspeitos, que quebraram a câmara de vidro que guardava as jóias e, em sete minutos, saíram da galeria, e fugiram de scooter pelas ruas de Paris. O museu ficou fechado por três dias, mas reabriu para visitantes na última quarta-feira (22) com segurança reforçada e armada.




