Uma idosa de 72 anos está internada há 20 dias em um hospital particular em Natal, no Rio Grande do Norte, ao ser intoxicada por ciguatera após ingerir uma moqueca na praia. A aposentada Fátima Santos segue sob cuidados médicos.
Suas acompanhantes, a professora aposentada Miriam Carvalho e a advogada Cynthia Carvalho, mãe e filha também passaram mal após consumirem o alimento, foram internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas já receberam alta e se recuperam em casa.
O peixe foi consumido durante um almoço realizado no dia 27 de junho. Miriam Carvalho havia preparado uma moqueca utilizando um peixe comprado em uma peixaria do bairro, que estava congelado. Cerca de 40 minutos depois do consumo, as três estavam apresentando os primeiros sintomas.
A ciguatera é uma intoxicação alimentar causada pelo consumo de peixes contaminados por uma neurotoxina chamada de ciguatoxina. A substância é invisível, não altera cor, sabor ou cheiro do pescado e não é eliminada por processos tradicionais. A toxina continua ativa após o cozimento, congelamento ou salga do peixe.
Sintomas da ciguatera
Os sintomas da ciguatera costumam surgir entre 30 minutos ou 48 horas após a ingestão. A intoxicação mistura problemas gastrointestinais, neurológicos e cardiovasculares. Os principais sintomas incluem:
- Diarreia, náuseas, vômitos e dor abdominal;
- Formigamento ou dormência nos lábios, sensação de gosto metálico, fraqueza muscular e dor de cabeça;
- Inversão térmica;
- Queda de pressão e batimentos cardíacos lentos.
Fátima continua em observação na UTI e apresenta complicações neurológicas provocadas pela intoxicação. Até o momento, não foram divulgadas novas informações sobre o estado de saúde da paciente.




