Em vídeo compartilhado nas redes sociais nesta terça-feira (3), o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) falou sobre a antecipação do seu julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A denúncia contra ele e o jornalista Paulo Figueiredo por coação foi apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR).
O vídeo foi publicado nas redes sociais do irmão do deputado, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ). “O STF antecipa meu julgamento com a acusação de coação, primeiro que isso daí é algo sem pé nem cabeça. Eu não tenho nada na minha mão que possa pressionar os ministros do STF”, afirma em vídeo.
Em denúncia, a PGR destaca que o deputado promoveu campanha para que o governo dos Estados Unidos aplicasse sanções a autoridades brasileiras pela Lei Magnitsky. De acordo com a Procuradoria, o objetivo do deputado era de que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ficasse livre da acusação da tentativa de golpe de Estado.
“Eu não tenho caneta e nem poder para assinar nada disso, então é um instrumento que não está à minha disposição e tampouco trata-se de um instrumento ilícito, porque é a Lei Magnitsky, a lei norte-americana”, declarou. Eduardo ainda afirmou que a decisão de antecipação do seu julgamento é uma “óbvia construção para me tirar do tabuleiro político de qualquer maneira em 2026 para tentar enfraquecer o nome Bolsonaro”.
O deputado ainda reforçou o que ele costuma dizer sobre o “lawfare”, que é o uso de instrumentos jurídicos para prejudicar um adversário. “Esse canhão vai se voltar contra todos aqueles que Moraes e seus comparsas identificarem como inimigos, permitindo que só uma direita permitida possa se configurar nesse tabuleiro político brasileiro”, afirmou o deputado.
No final do vídeo, Eduardo cita Moraes e atribui a ele uma perseguição política à família Bolsonaro, o citando como o “relator de tudo que se refere a minha família” durante o vídeo. “A minha resposta é simples, eu já contava com isso. Eu sei que o Moraes sempre vai dobrar a aposta. Eu do lado de cá, podem ter certeza, me mantenho firme e forte. Convicto de que estou fazendo o certo, porque a liberdade é sempre prioridade”, concluiu.




