A indústria no Ceará cresceu 2,9% durante o mês de setembro se comparado a agosto, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Assim, o estado se pôs à frente das médias regionais e nacional, que variaram -0,1% e -0,4%, respectivamente.
O bom desempenho ocorre em meio às consequências do tarifaço aplicado pelos Estados Unidos ao Brasil. Neste cenário, o Ceará despontou em quarto lugar no ranking de crescimento industrial impulsionado especialmente pelos segmentos de produtos químicos, metalurgia, alimentos, metal, couro, artigos de viagem e calçados.
“Os segmentos de metalurgia, alimentos e metal foram alguns dos setores contemplados pelas medidas de mitigação adotadas pelo Governo do Ceará”, explicou o secretário do Desenvolvimento Econômico (SDE), Domingos Filho.
Em agosto, após o anúncio das novas tarifas, a gestão estadual anunciou uma série de medidas em resposta. Por meio de um decreto, o governador Elmano de Freitas (PT) implementou ações como a redução de encargos do Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI) para que as empresas pudessem equilibrar os custos e evitar a perda de negócios exteriores.
Danilo Serpa, presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), órgão responsável pela operacionalização do FDI, defendeu que as medidas têm sido eficazes no atual cenário.
“As medidas adotadas pelo governador Elmano de Freitas para mitigar os efeitos do tarifaço têm se mostrado eficazes e contribuído para que a indústria local enfrente esse período desafiador”, afirmou.
O Ceará também registrou crescimento em relação ao mesmo mês do ano passado, quando ainda não havia o tarifaço, apresentando desempenho de 4,7% e superando tanto o índice do Nordeste quanto o nacional.




