A Justiça acatou um pedido do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) e concedeu medidas protetivas ao deputado federal Célio Studart (PSD-CE), após o parlamentar relatar ser alvo de “stalking”.
O caso veio a público com um vídeo-denúncia gravado pelo deputado, no qual ele acusa a médica veterinária Amanda Luiza, que integrava sua equipe na época em que ele era secretário de Proteção Animal do Ceará, de perseguição e extorsão.
A decisão judicial determina que a médica veterinária mantenha distância mínima de 500 metros de Célio Studart e também proíbe que ela tenha qualquer tipo de contato com o parlamentar, seja pessoalmente, por mensagens, redes sociais ou por outros meios diretos ou indiretos, inclusive por terceiros.
Nas redes sociais, o deputado agradeceu a atuação do MPCE e defendeu a urgência da medida, afirmando que “felizmente, a Polícia, o Ministério Público e a Justiça tiveram acesso integral e viram exatamente os riscos reais daqueles atos inaceitáveis”.
Em caso de descumprimento das medidas protetivas, a acusada pode ter a prisão preventiva decretada.
Após a decisão da Justiça, Amanda Luiza se manifestou nas redes sociais e afirmou não ter “condição de perseguir uma pessoa que anda de carro blindado”.
“Eu não tenho muito o que estar provando ou desmentindo algo que eu sei que eu não sou”, disse.
Relembre o caso
No primeiro vídeo divulgado por Célio Studart, ele afirma que a situação teve início após o fim da relação profissional. Segundo o parlamentar, tudo começou com mensagens que, inicialmente, não aparentavam gravidade. No material, ele menciona trechos em que a ex-funcionária o chamava de “amor da minha vida”.
No entanto, ainda de acordo com o deputado, com o passar do tempo as mensagens e as condutas da profissional teriam colocado em risco sua segurança e a de sua equipe.
Em outubro, o parlamentar decidiu denunciar.




