O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, se reuniram no último domingo (23) durante a Cúpula do G20, em Joanesburgo, África do Sul. O vídeo do encontro, divulgado nas redes sociais, mostrou um momento descontraído entre os dois e viralizou rapidamente nas redes sociais.
Nas imagens, o líder brasileiro aparece fazendo uma brincadeira, se aproximando de Tedros, que estava sentado em uma poltrona. Ele, então, tapa os olhos do diretor-geral da OMS, para que ele adivinhasse quem estava ali. Após alguns momentos, Lula retira suas mãos e eles se cumprimentam com um aperto de mãos e abraços calorosos.
Tedros publicou em suas redes sociais sobre a reunião, mencionando uma “boa discussão” com Lula e apontando o alinhamento da OMS com o Brasil em pautas multilaterais relacionadas à pandemia e à transição energética.
“Boa discussão com o presidente do Brasil, Lula, no processo de priorização e realinhamento da Organização Mundial de Saúde (OMS) e a importância da nossa estratégia de financiamento sustentável, ambos fundamentais para a prova do futuro da organização e apoiar a sua missão de ajudar os países a avançar”, publicou Tedros.
Tedros publicou, também, uma foto onde ele aparece ao lado de Lula, em um ambiente informal, em contraste com o tom diplomático habitual. A repercussão nas redes destacou o carisma do presidente e a naturalidade da interação entre os líderes.
“Lula traz uma naturalidade e humanidade para as relações que as pessoas não estão acostumadas, menos ainda nessas esferas”, escreveu um internauta. “Impressionante! Se fosse outra pessoa a fazer tal brincadeira, talvez não fosse aceito. Lula é especial!”, registra outro comentário.
O encontro ocorreu após a participação de Lula na COP30, encerrada no último sábado (22) em Belém, que tratou de temas como adaptação climática e saúde, com anúncio de cerca de US$ 300 milhões em apoio financeiro para fortalecer sistemas de saúde diante das mudanças climáticas.
A reunião entre os dois líderes ocorre justamente quando avança o Tratado Global de Pandemias, que pretende criar protocolos internacionais vinculantes, com impacto direto sobre vigilância sanitária, fronteiras, respostas de emergência e autonomia nacional. Trata-se da maior tentativa de centralização sanitária desde 2020.




