O menino João Lucas Castor Nemezio Sales, de 11 anos, continua internado e em isolamento hospitalar após ter a perna esquerda amputada em decorrência de um ataque de tubarão ocorrido no último domingo (31), na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife.
Segundo familiares, apesar da evolução do quadro clínico, o garoto ainda enfrenta um alto risco de infecção, o que exige cuidados rigorosos da equipe médica.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o pai da criança, Lucas Nemezio, atualizou o estado de saúde do filho e fez um apelo à população para ajudar a família durante o processo de recuperação.
“Hoje ele se encontra em isolamento estrito e essa é uma medida médica vital, pois o risco de infecção ainda é alto”, afirmou.
A recuperação tem mobilizado familiares, amigos e pessoas sensibilizadas com o caso em todo o país. Para auxiliar nos custos decorrentes do tratamento e do período de recuperação, a família criou uma campanha de arrecadação virtual. As doações podem ser feitas por meio da plataforma Vakinha, utilizando o endereço 6154694@vakinha.com.br
Em suas redes sociais, o pai do garoto agradeceu as mensagens de apoio recebidas desde o acidente e destacou a importância da solidariedade neste momento delicado. Segundo ele, a família segue concentrada na recuperação de João Lucas e confiante na evolução do quadro clínico.
Entenda o caso
O acidente ocorreu quando João Lucas estava na Praia de Piedade, uma das áreas do litoral pernambucano conhecidas pelo histórico de incidentes envolvendo tubarões. De acordo com informações divulgadas pelos médicos, o menino sofreu ferimentos graves na perna e na mão esquerdas após ser atacado por um tubarão-cabeça-chata adulto.
Após receber os primeiros socorros ainda na faixa de areia, a vítima foi encaminhada com urgência para unidades hospitalares da capital pernambucana. Segundo a equipe médica, João Lucas chegou ao hospital em estado grave, apresentando choque hemorrágico devido à grande perda de sangue provocada pelos ferimentos.
Diante da gravidade do quadro, os médicos precisaram realizar a amputação da perna esquerda como medida necessária para salvar a vida do menino. Desde então, ele permanece internado sob monitoramento constante, passando por tratamentos voltados à estabilização clínica e à prevenção de infecções.



