O papa Leão XIV afirmou que a solução de dois Estados é a “única solução” para resolver o conflito na Faixa de Gaza. A declaração foi feita neste domingo (30) durante entrevista a jornalistas no voo que saiu da Turquia com destino ao Líbano, segunda etapa de sua primeira viagem apostólica internacional.
“A Santa Sé já há vários anos apoia publicamente a proposta da solução de dois Estados. Todos sabemos que, neste momento, Israel ainda não aceita essa solução, mas nós a vemos como a única solução que poderia oferecer uma saída para o conflito que vivem continuamente”, disse o pontífice, segundo transcrição divulgada pelo site Vatican News, portal oficial de comunicação do Vaticano.
O líder da Igreja Católica destacou a posição da Santa Sé como mediadora entre as partes envolvidas no conflito. “Somos também amigos de Israel e buscamos, com ambas as partes, ser uma voz mediadora que possa ajudar a aproximar-nos de uma solução com justiça para todos”, afirmou Leão XIV.
Durante a entrevista, o papa mencionou ter discutido o tema com o presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, durante sua visita àquele país. “Falei sobre isso com o presidente Erdogan; ele certamente concorda com essa proposta. A Turquia tem um papel importante que poderia desempenhar nisso”, declarou.
Ao iniciar a conversa com os 81 jornalistas a bordo, o pontífice expressou gratidão pela acolhida na Turquia: “Estou feliz em cumprimentá-los, espero que tenham tido dias agradáveis na Turquia, assim como eu. Acho que foi uma experiência maravilhosa”. Ele agradeceu especialmente ao governo turco e ao presidente Erdoğan pelos meios disponibilizados para garantir o êxito da visita, incluindo o uso do helicóptero presidencial.
O papa também comentou sobre a situação na Ucrânia, onde destacou o possível papel mediador da Turquia. “Já alguns meses atrás, com a possibilidade de diálogo entre as partes — Ucrânia e Rússia —, o presidente ajudou muito a convocar as duas partes”, observou, acrescentando que “esperamos que o presidente Erdogan, com sua relação com o presidente da Ucrânia, da Rússia e dos Estados Unidos, possa ajudar, nesse sentido, a promover o diálogo, o cessar-fogo e encontrar maneiras de resolver esse conflito”.
Durante a viagem, Leão XIV destacou que o principal motivo de sua visita à Turquia foi celebrar o aniversário de 1700 anos do Concílio de Niceia, evento que descreveu como “magnífico” e “profundo”. O pontífice também mencionou a possibilidade de um encontro ecumênico em Jerusalém em 2033, para celebrar os dois mil anos da Ressurreição de Jesus Cristo, embora tenha ressaltado que “ainda não fizemos o convite” formal para tal evento.
*Texto redigido com auxílio de ferramenta de Inteligência Artificial




