Os oito meses de Leão XIV, sucessor do papa Francisco, como novo soberano da Cidade do Vaticano, foram marcados por declarações que geraram discussões dentro e fora da Igreja Católica.
Em documentos recentes divulgados pelo Vaticano, o papa abordou temas como, o papel de Maria para a Igreja, relações de poliamor e sexualidade no casamento.
Papel de Maria
Em documento divulgado no dia 4 de novembro, o Vaticano declara que Maria, mãe de Jesus, não ajudou seu filho a salvar o mundo da danação, apenas falou ao filho de Deus palavras sábias.
Com isso, o documento aprovado pelo papa Leão XIV, instruiu aos fiéis a não se referirem a Maria como “corredentora” do mundo, encerrando a discussão que dividia teólogos há décadas.
“Não seria apropriado usar o título ‘corredentora’. […] Esse título… (pode) criar confusão e desequilíbrio na harmonia das verdades da fé cristã”, declarou o texto.
O Vaticano ainda pontua o papel da Mãe de Jesus como intermediária entre Deus e a humanidade: “abriu as portas da Redenção que toda a humanidade aguardava” ao dar luz a Jesus.
Poliamor
No dia 25 de novembro, outro decreto foi divulgado para os católicos, no qual afirma que “um único cônjuge é suficiente” e descarta a ideia de poligamia e poliamor na Igreja Católica.
O documento aprovado por Leão XIV criticou a prática da poligamia na África, onde muitos catolicos participam, e reforçou que o casamento é um compromisso exclusivo entre um homem e uma mulher.
“Todo casamento autêntico é uma unidade composta por dois indivíduos, que exige um relacionamento tão íntimo e totalizante que não pode ser compartilhado com outros”, diz o texto.
Sexo no casamento
Uma nota divulgada no fim de novembro, aprovada pelo papa Leão XIV, afirma que os atos sexuais “não se limitam a assegurar a procriação, mas contribuem para enriquecer e fortalecer a união única e exclusiva e o sentimento de pertencimento mútuo”.
A abordagem inédita do Vaticano reconhece a que há uma “finalidade unitiva da sexualidade” e reforça a defesa da monogamia entre homem e mulher, além de ampliar o entendimento da Igreja sobre a dimensão afetiva do sexo.
Proibição de mulheres diáconas
Nesta quarta-feira (4), a possibilidade de que mulheres se tornem diáconas foi rejeitada por uma comissão interna do Vaticano. O cargo é de hierarquia mais baixa dentro da Igreja Católica.
“O estado atual da questão, tanto na pesquisa histórica quanto na investigação teológica, bem como suas implicações mútuas, descarta a possibilidade de avançar na direção da admissão de mulheres ao diaconato entendido como um grau do sacramento da Ordem”, divulgou o Vaticano.
Ainda no decreto, a Igreja Católica pontua que “não descarta a admissão de mulheres ao diaconato”, contudo, “não é possível formular um juízo definitivo, como no caso da ordenação sacerdotal”.




