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Política

Presidente do PT diz que ninguém leva a sério candidatura de Flávio Bolsonaro

Edinho Silva chegou a ironizar a situação, afirmando que Flávio negociou mal, pois deveria ganhar mais tempo para chegar à mesa de negociações em melhores condições
Por UrbNews
Atualizado há 6 meses
Tempo de leitura: 4 mins
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Apesar dessa avaliação, o petista admitiu que, no ambiente de polarização política, o candidato da direita larga com mais de 30% dos votos do país. Foto: Divulgação

O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (9) que ninguém leva a sério a recém-lançada candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República após o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ter admitido a possibilidade de recuar um dia após o anúncio.

Edinho chegou a ironizar a situação, afirmando que Flávio negociou mal, pois deveria ganhar mais tempo para chegar à mesa de negociações em melhores condições. Apesar dessa avaliação, o petista admitiu que, no ambiente de polarização política, o candidato da direita larga com mais de 30% dos votos do país.

“Ninguém se lança candidato num dia e no outro dia abre para negociação. Nunca vi isso na minha vida em 40 anos de militância política. Não dá para levar a sério. Tem muita coisa para acontecer ainda”, disse Edinho. Durante café da manhã com jornalistas, Edinho se recusou a apontar qual seria o adversário ideal para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas próximas eleições.

“Não importa muito se o adversário vai ser o Flávio ou vai ser outro. Independente do adversário que vier, ele virá capitalizando uma parte dessa polarização. Ele vem com mais de 30% dos votos. A não ser que seja uma liderança muito frágil”, admitiu.

Ainda ao explicar por que o partido omitiu o nome de Flávio em sua resolução e apontou Tarcísio como principal interlocutor da direita, Edinho disse que Tarcísio faz questão de ocupar o papel de líder da extrema-direita, segundo ele, de inspiração fascista.

“Não sei se o Tarcísio será candidato a presidente da República. O que o Tarcisio ocupa hoje e faz questão de ocupar é de ser o líder desse campo mais de ultra direita. Faz questão de se caracterizar como herdeiro da ultra direita”, afirmou Edinho, acrescentando que Tarcísio é quem mobilizou os governadores para descaracterizar o projeto antifacção.

Questionado sobre possíveis sucessores de Lula dentro do PT, Edinho afirmou que hoje o maior líder nacional que o PT tem depois do presidente é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo Edinho, Haddad ganhou visibilidade ao ser exposto nacionalmente durante a disputa à Presidência em 2018.

“O que é inegável que o Fernando Haddad é uma liderança nacional do PT e é o segundo nome do PT. Isso é factual. Se vai se credenciar para ser sucessor do presidente Lula, é até 2030 que a resposta virá”. Além de Haddad, Edinho mencionou outros nomes, como o do ex-governador do Ceará e ministro da Educação, Camilo Santana.

Ao falar sobre possíveis nomes para a eleição ao governo de São Paulo, o presidente do PT lembrou já ter citado o próprio Haddad e disse ainda que o vice-presidente Geraldo Alckmin pode decidir “ser o que quiser”.

O presidente do PT afirmou ainda que o partido não abre mão defender a criação de um Ministério da Segurança Pública, ainda que essa não seja necessariamente uma opção de um governo de coalizão.

Edinho defendeu o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, embora afirme que a necessidade de redução de juros é um consenso dentro do PT. “Tenho confiança no Galípolo. Ele, no sentido do combate à inflação, tem alcançado resultados importantes”.

Edinho também pregou maturidade para uma reorganização institucional. Segundo ele, é preciso corrigir esse desarranjo institucional por que passa o país. Sobre a polêmica em torno da indicação do ministro-chefe da AGU (Advocacia-geral da União), Jorge Messias, para o STF (Supremo Tribunal Federal), Edinho afirmou que “indicar o ministro do STF é atribuição constitucional do chefe do Executivo. E ponto”.

Texto por Catia Seabra, da Folhapress.

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