Segundo levantamento feito pelo Gato Mestre, do GE, o Fortaleza encerrou a temporada de 2025 como o segundo clube da Série A com maior número de lesões. Ao todo, foram registradas 53 contusões ao longo do ano, número inferior apenas ao do Botafogo. O alto índice de problemas físicos marcou a campanha tricolor e é apontado como um dos fatores que contribuíram para o rebaixamento do clube para a Série B.
Desde o retorno à elite, em 2019, esta foi a temporada com mais baixas médicas do clube, superando em dez ocorrências os dados do ano anterior. As lesões foram constantes: o departamento médico ficou completamente vazio apenas entre os dias 5 e 8 de março.
O caso mais longo envolveu o atacante Moisés, que ficou fora por 32 partidas após sofrer uma lesão muscular na coxa esquerda na terceira rodada do Brasileirão. Apesar da gravidade, foi a única vez que o jogador precisou de tratamento médico. Brítez e Bruno Pacheco lideraram o número de visitas ao DM, com quatro cada.
Enquanto o Fortaleza enfrentou dificuldades físicas ao longo do ano, o Ceará apresentou um cenário oposto. Mesmo com o rebaixamento, o clube fechou a temporada com apenas 23 lesões, o segundo menor número desde 2018 entre suas participações na Série A. O índice representa uma redução de 52% em relação a 2022.
Ao todo, 16 jogadores passaram pelo Departamento Médico do Ceará. Richardson foi o mais afetado, desfalcando a equipe em 23 partidas devido a uma fascite plantar bilateral, que exigiu cirurgia e afastamento de quase quatro meses. A coxa foi a região do corpo mais atingida, concentrando 11 lesões.




