Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), pediu durante audiência de custódia para cumprir sua prisão preventiva em Santa Catarina, devido à proximidade com sua família.
A solicitação foi feita neste domingo (28), após ele ser capturado no Paraguai tentando fugir para El Salvador com passaporte falso. Vasques foi trazido para Brasília no sábado (27) e está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
Silvinei Vasques divide cela com Anderson Torres, seu ex-chefe e ex-ministro da Justiça, que está detido no mesmo local desde 25 de novembro. O Núcleo de Custódia da Polícia Militar onde ambos estão presos é destinado exclusivamente a policiais militares e autoridades com prerrogativa de Estado-Maior.
A defesa de Vasques já havia encaminhado pedido semelhante de transferência para Santa Catarina ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ex-diretor da PRF foi preso na sexta-feira (26) em Ciudad del Este, no Paraguai, quando tentava embarcar para o Panamá com destino final a El Salvador. Ele utilizava documentação falsa em nome de Julio Eduardo Fernandez e tentava se passar por cidadão paraguaio para burlar controles migratórios.
Após sua captura por agentes paraguaios, Vasques foi entregue às autoridades brasileiras em Foz do Iguaçu (PR) na mesma noite, por via terrestre, seguindo procedimento de expulsão sumária acordado entre os dois países.
No sábado, o ex-diretor da PRF foi transportado para Brasília em aeronave da Polícia Federal que decolou de Foz do Iguaçu às 10h, chegando à capital federal aproximadamente às 13h15. Conforme apuração da coluna Na Mira, de Carlos Carone, Vasques deu entrada na Papudinha por volta das 16h30, levando apenas uma pequena mala de viagem.
O ex-diretor da PRF, condenado a mais de 24 anos por tentativa de golpe de Estado, estava em liberdade cumprindo medidas cautelares, incluindo uso de tornozeleira eletrônica e proibição de sair do país, quando tentou fugir.
A tentativa de fuga motivou o ministro Alexandre de Moraes a decretar sua prisão preventiva. Antes disso, mesmo após a condenação, Vasques não tinha mandado de prisão em aberto e aguardava o desfecho do processo no STF sob medidas restritivas.



