A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) usou as redes sociais para informar e demonstrar preocupação sobre as condições de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que segue preso em uma cela da Polícia Federal, em Brasília, mesmo após ter tido uma crise na madrugada da última terça (6), caído e batido a cabeça na prisão.
“Hoje soube, por meio do advogado, que Jair está com perda de equilíbrio ao se levantar, em decorrência dos medicamentos. Mesmo assim, o quarto segue trancado. Quando a segurança era feita apenas pela polícia federal, a porta permanecia aberta. agora, com a polícia penal federal, isso não é mais possível”, disse Michelle, em nota.
“O medo é real: ele pode cair novamente e ninguém ouvir. Até quando essa maldade vai durar? Que Deus abençoe e proteja o meu amor!”, completou.
Bolsonaro sofreu traumatismo craniano leve após o episódio, segundo informado por Michelle, que posteriormente foi confirmada por integrantes da sua equipe médica, que esclareceram que ele apresentava um corte e dores no local do impacto, mas estável do ponto de vista neurológico. O presidente foi atendido no Hospital DF Star.
Após a realização dos exames médicos, o ex-presidente voltou à prisão na quarta-feira (7). A saída temporária da prisão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após solicitação da defesa do ex-presidente.
Michelle critica postura de Moraes
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) dirigiu críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por de início ter negado o pedido de transferência imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a um hospital particular, nesta terça-feira (6), e alegou que o marido está sendo “negligenciado”.
O pedido foi feito após Bolsonaro ter sofrido uma queda e bater a cabeça em um móvel, na madrugada desta terça-feira (6), enquanto estava em sua cela na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre pena por liderar golpe de estado. O ex-presidente foi atendido após comunicar a equipe de plantão sobre o ocorrido, conforme comunicado em nota pelo órgão.
“A gente não sabe por quanto tempo ele [Bolsonaro] esteve desacordado e ele não sabe explicar. Então a gente não sabe o que está acontecendo. A PF não tem autonomia para tirar uma pessoa que sofreu um acidente, que bateu com a cabeça em um móvel, não tem autonomia, a gente está esperando o excelentíssimo ministro Alexandre de Moraes liberar”, pontuou a ex-primeira-dama.
Senadores pedem prisão humanitária
Um grupo de ao menos 20 senadores enviou na quarta-feira um abaixo-assinado ao ministro Alexandre de Moraes, para que permita ao ex-presidente Jair Bolsonaro prisão domiciliar humanitária. Os parlamentares argumentam que há no caso dele uma condição física “grave”, “complexa” e que está “agravada”.
“O Presidente Jair Bolsonaro, sob custódia do Estado, foi deixado à própria sorte após um acidente grave que colocou sua vida em risco real. Se o Estado não consegue garantir a integridade física do presidente Jair Bolsonaro, ele não tem o direito de mantê-lo sob esse regime. Não estamos pedindo clemência, estamos exigindo ISONOMIA. O Supremo já abriu precedentes para outros; negar o mesmo direito a Bolsonaro é admitir que o processo virou perseguição pessoal”, escreveu o senador Jorge Seif (PL-SC), um dos senadores a assinar o documento.




