A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) utilizou as redes sociais, neste domingo (18), para desmentir o rumor criado por uma ala da direita de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria chamado ela pelo pronome masculino durante um evento que ocorreu no último sábado (17), no Rio de Janeiro.
“Não, o presidente Lula não me chamou de “ele” durante um evento no Rio de Janeiro. Porque eu literalmente não estava nesse evento. Há dias, estou no interior de São Paulo. E Lula estava conversando com uma pessoa da plateia. Eu não sou a única mulher chamada Erika do mundo”, escreveu a parlamentar.
O momento, que gerou os rumores de transfobia do presidente, ocorreu enquanto Lula discursava sobre os perigos da Inteligência Artificial (IA) para as mulheres durante a cerimônia de lançamento das medalhas comemorativas dos 90 anos do salário mínimo.
“E vocês mulheres tomem cuidado com essa tal de inteligência artificial. Eles são capazes de tirar uma foto sua sentada do jeito que você tá aqui e colocar você pelada no celular, é isso que é a inteligência artificial. Ele é capaz de tirar uma foto da Erika, vestidinha do jeito que ‘ele’ tá, com a perna cruzada, e amanhã aparecer no celular a Erika sentada, pelada aqui”, declarou o petista.
Erika afirmou, em seu pronunciamento, que os rumores criados por direitistas envolvendo seu nome acontecem devido à “fixação dos bolsonaristas” com ela e o “medo” de seu crescimento, que causa “um comportamento quase animalesco”.
“Pra eles, uma mulher, travesti, não apenas ousar existir como ser uma política que produz mais e é mais útil à sociedade brasileira do que todos os ídolos bolsonaristas somados. Não que seja difícil. Afinal, qualquer político que não roubar, atropelar ou matar ninguém já se torna melhor do que as grandes lideranças bolsonaristas”, pontuou Erika.
Para a parlamentar o “pior ainda é o contexto” em que os rumores são criados. O presidente estava fazendo um alerta sobre o uso da IA para produção de pornografia sem concentiento. “Pros bolsonaristas, isso não parece ser um problema. Pra eles problema é gente trans existir”, concluiu Erika Hilton.




