A Transnordestina Logística (TLSA) iniciou uma nova fase de testes operacionais para diversificar o transporte de cargas na ferrovia, incluindo granéis minerais e soja no cronograma das próximas semanas.
Após realizar no dia 11 de janeiro o transporte bem-sucedido de quase mil toneladas de sorgo do Piauí ao Ceará, a concessionária planeja validar a resistência da linha e dos sistemas logísticos com mercadorias mais pesadas, como gipsita, calcário e gesso agrícola.
Com investimento superior a R$ 5 bilhões via Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), o projeto de mais de 1.200 km de extensão busca consolidar a integração entre os polos produtores do interior e os terminais portuários, prometendo reduzir custos de frete e acelerar o escoamento da produção agrícola e mineral da região.
Diversificação da carga
A estratégia atual da TLSA é testar o comportamento da via férrea sob diferentes perfis de mercadoria. De acordo com Alex Trevizan, diretor comercial e de terminais da companhia, a ideia é sair do foco exclusivo no agronegócio para avaliar o potencial do granel sólido mineral.
“Pretendemos fazer um transporte com soja. Mas, fugindo um pouco do granel sólido agrícola, há a possibilidade, ainda neste mês, de realizar um transporte de gipsita. Talvez no mês que vem, de calcário e gesso agrícola, para diversificar um pouco mais o granel sólido mineral”, explicou.
Esse período experimental é vital para ajustar o tempo de viagem, que no último teste durou cerca de 16 horas entre o Terminal Intermodal do Piauí (TIPI) e Iguatu (CE), e garantir a eficiência nas pontas de carregamento e descarga.
Para suportar o volume de carga planejado, a ferrovia projeta a operação de até oito terminais logísticos estratégicos. Entre os pontos-chave de integração estão:
- Piauí: Eliseu Martins e Bela Vista do Piauí;
- Pernambuco: Trindade e Salgueiro;
- Ceará: Missão Velha, Maranguape, Iguatu e o Porto do Pecém.
Com informações do Governo do Piauí.




