A morte do cachorro Orelha, animal comunitário que vivia na Praia Brava, no Norte de Florianópolis (SC), foi um caso que comoveu a todos no Brasil. Políticos de direita, como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e de esquerda, como Erika Hilton (PSOL-SP) e Humberto Costa (PT-PE), usaram as redes sociais para pedir justiça pelo cãozinho.
Na noite desta quarta-feira (28), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) usou as redes sociais para se manifestar sobre o caso do cachorro Orelha. O parlamentar defende a responsabilização dos quatro adolescentes identificados como suspeitos pela Polícia Civil.
“Primeiro que esses garotos deviam tomar uma surra, e bem dada, mas, além disso, eles deveriam ser responsáveis pelos seus atos”, declarou o mineiro.
O pré-candidato a presidente do Brasil, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também se solidarizou com o caso em vídeo publicado em suas redes sociais. “Qualquer um fica indignado. Ainda mais a gente que também, quem tem cachorro, animal de estimação e tem um carinho gigante. Sempre fico imaginando como é que seria se fosse com o nosso, a revolta que não ia ser. Então, quero me solidarizar também com essa falta”, pontuou Flávio.
Com o caso, o senador destacou a defesa da redução da maioridade penal. “Se ele tem maturidade para saber o que está fazendo, ele tem que também ser responsabilizado pelos seus atos. Enfim, fica aqui também a minha solidariedade a essa pauta para defender esses seres indefesos de pessoas mais, nesse caso, ainda por cima, menores de idade”, disse o senador.
Erika Hilton, deputada federal do PSOL por São Paulo, postou um vídeo em seu stories pedindo justiça ao animal que foi agredido. “Orelha merece justiça e a gente precisa continuar a combater a crueldade, a perversidade, a violência e a banalização do sentimento humano, do respeito à vida”, declarou a deputada.
Além da gravação, Erika também se pronunciou no X, antigo twitter. “O maltrato contra animais é inaceitável, e mais inaceitável ainda é a possibilidade de que os responsáveis por algo tão bárbaro sejam protegidos em razão do saldo bancário de seus pais. Pais estes que deveriam estar seriamente preocupados em ensinar esses adolescentes o mínimo de decência, ao invés de tentarem ocultar fatos e cometerem novos crimes”, defendeu.
O senador Humberto Costa (PT-PE) , devido à “barbaridade cometida contra o cão Orelha”, afirmou que irá pedir urgência em um projeto que endurece as penas para os crimes de maus-tratos aos animais.
“No Senado, vou pedir urgência à votação do PL nº 4.363, que apresentei para aumentarmos as penas contra aqueles que impingem maus-tratos a animais, especialmente cães e gatos. Estabeleci que a pena seja majorada para três a seis anos de reclusão, mais multa e proibição de guarda, além de um acréscimo de mais dois terços da pena se ocorrer a morte do animal, como foi o caso de Orelha”, destacou Humberto.
A primeira-dama Janja Lula da Silva, também comentou sobre a morte do cachorro e acendeu um alerta sobre “discursos e conteúdos digitais que banalizam a violência e transformam a dor em entretenimento” que são expostos às crianças e adolescentes desde cedo.
“A perversidade não nasce do nada. Ela é cultivada na omissão, na falta de limites, de cuidado, de presença, e também na impunidade. […] Não podemos fechar os olhos para atitudes como essa. Me solidarizo à comunidade que sempre cuidou do Orelha com tanto amor e que, hoje, clama por justiça” escreveu Janja em suas redes sociais.




