A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) registrou 6 mortes suspeitas por pancreatite associadas ao uso de canetas emagrecedoras no Brasil. Os óbitos foram documentados entre 2018 e 2025 pelo sistema VigMed da agência. Cinco casos foram relacionados a quadros de pancreatite e um a pancreatite aguda.
As mortes foram associadas a três medicamentos específicos: Saxenda (3 óbitos), Ozempic (2 óbitos) e Mounjaro (1 óbito). Estes produtos contêm agonistas do GLP-1, substâncias desenvolvidas para tratar diabetes tipo 2 e obesidade, mas frequentemente utilizadas para emagrecimento.
O monitoramento da Anvisa identificou 143 eventos adversos potencialmente relacionados ao uso dessas canetas no período analisado. Entre esses casos, 59 resultaram em hospitalização ou prolongamento de internações já existentes.
A agência reguladora brasileira ressalta que nem todos os casos podem ser diretamente vinculados às marcas oficiais. Existe a possibilidade de que alguns registros estejam relacionados a produtos falsificados, irregulares ou manipulados que utilizam nomes idênticos ou semelhantes aos medicamentos originais.
As notificações ao sistema VigMed não são obrigatórias para médicos ou instituições hospitalares no Brasil. Após receber as informações, a Anvisa realiza análise técnica para confirmar a relação entre o medicamento e o evento adverso reportado.
A pancreatite, condição associada aos óbitos registrados, é uma inflamação do pâncreas que ocorre quando enzimas digestivas atacam o próprio órgão. Esta condição pode se manifestar de forma aguda, com sintomas repentinos e temporários, ou crônica, persistindo por longos períodos.
A MHRA (Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido) emitiu alerta sobre os riscos associados a esses medicamentos na segunda-feira (2). O país britânico registrou 19 mortes relacionadas ao uso de canetas emagrecedoras.
No Brasil, a Anvisa também emitiu alerta específico sobre a compra e consumo de medicamentos falsificados. Segundo a agência, produtos contrafeitos representam sério risco à saúde pública, sendo sua comercialização ilegal classificada como crime hediondo pela legislação brasileira.
Texto redigido com auxílio de ferramenta de Inteligência Artificial.




