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Pará

Açaí pode prevenir ansiedade e depressão, aponta pesquisa da UFPA

Estudo identificou presença de compostos bioativos neuroprotetores na fruta amazônica
Por Gabriela Monteiro
Atualizado há 2 semanas
Tempo de leitura: 2 mins
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Compostos bioativos presentes no açaí podem atuar como neuroprotetores. Foto: Mateus Costa/ASCOM Sedap

Um artigo da Universidade Federal do Pará (UFPA), publicado em janeiro deste ano pela revista ‘Food Research International’, identificou que compostos bioativos presentes no açaí podem atuar como neuroprotetores, auxiliando na prevenção de sinais associados à ansiedade e à depressão.

O estudo foi capaz de comprovar que ratos adolescentes que consumiram suco clarificado de açaí demonstraram menos ansiedade e sinais de depressão em testes comportamentais e de análise cerebral do que o grupo de animais que não receberam a dosagem de açaí equivalente ao consumo de meio litro da fruta por dia. 

A pesquisa foi liderada pela doutoranda Taiana Sima no Laboratório de Farmacologia da Inflamação e do Comportamento (Lafico/UFPA). Os resultados ainda mostraram que, quando o consumo de açaí se inicia na infância ou na adolescência há uma melhora do controle emocional. 

De acordo com o artigo os animais que receberam a dosagem de açaí mostraram melhora no desempenho de fugir de situações adversas e maior vontade de viver: “ratos adolescentes que tiveram doses nutricionais da fruta apresentaram redução no tempo de imobilidade indicando uma melhora no comportamento motivacional tipicamente associado a efeitos antidepressivos”, afirmam os resultados finais do estudo. 

A divulgação da pesquisa pode ser essencial para o tratamento dos sintomas da ansiedade e da depressão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que cerca de 1 bilhão de pessoas vivem com ansiedade, sendo o Brasil o país com a população mais ansiosa do mundo. 

Apesar dos resultados promissores, a pesquisa ainda está em fase pré clínica. Os dados obtidos abrem possibilidade para início de testagem em humanos. 

Confira o estudo na íntegra: 

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S096399692600027X?via%3Dihub

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