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Carlinhos Brown defende Claudia Leitte de acusações de intolerância religiosa: ‘Tem que falar de Deus’

O cantor baiano reacendeu o debate religioso em torno da cantora durante passagem pelo circuito Dodô
Por Iasmim Melquíades
Atualizado há 3 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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A cantora foi processada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por suposta prática de racismo religioso. Foto: YouTube/Ibahia

O cantor e compositor baiano Carlinhos Brown (63) defendeu publicamente a cantora carioca Claudia Leitte durante sua passagem pelo trio elétrico comandado pela artista no circuito Dodô, neste domingo (15).

Após Claudia expressar sua admiração pelo colega de profissão, Brown subiu ao trio para retribuir o carinho: “Claudia Leitte é um fenômeno da música mundial. […] Ela era necessária, se faz necessária e veio para mudar os pensamentos”, afirmou o cantor.

Na sequência, Brown trouxe à tona a polêmica vivida pela cantora, que alterou a letra de uma música para adequá-la ao seu contexto religioso. “Claudia, não ligue para aqueles que dizem que você não pode falar de Deus no Carnaval. Em todos os lugares se deve falar de Deus, de Jesus!”, completou.

O artista questionou a atitude de quem critica a presença da religiosidade na festa e defendeu a união: “Está amarrada a possibilidade de você não saber que o mundo veio não para se confrontar, mas sim para se unir. Una as pessoas! Respeite os gêneros, o amor, o sexo, respeite a mulher. Essa é a mensagem do amor de Jesus”. Após a troca de declarações, os dois cantaram juntos antes de Brown descer do trio, que seguiu sob o comando de Claudia.

O conflito religioso envolvendo Claudia Leitte

A cantora foi processada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por suposta prática de racismo religioso. O caso ganhou força no final de 2024, após uma apresentação no Candyall Guetho Square, onde ela alterou a letra da música “Caranguejo”, substituindo o verso “saudando a rainha Iemanjá” por “eu canto ao meu rei Yeshua” (nome de Jesus em hebraico).

Apesar da denúncia, movida pela Iyalorixá Jaciara Ribeiro e pelo Idafro, ter ocorrido recentemente, há registros de que a cantora já substituía o verso desde 2014, como visto na gravação de um de seus DVDs.

Em dezembro de 2025, o MP-BA entrou com uma ação civil pública contra a artista, solicitando que a Justiça a condene ao pagamento de uma indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 2 milhões, além de exigir uma retratação pública.

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