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Educação

Orientação educacional ajuda jovens a escolher carreiras e transformar o futuro

O foco está no autoconhecimento, no desenvolvimento emocional e na compreensão das múltiplas possibilidades de trajetória ao longo da vida adulta
Por Clara Sobreira
Atualizado há 1 semana
Tempo de leitura: 4 mins
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Foto: Freepik

Diante das incertezas sobre o mercado de trabalho e da pressão que envolve a escolha profissional ainda na adolescência, escolas têm fortalecido iniciativas de Projeto de Vida e Orientação Educacional para auxiliar estudantes na construção de decisões mais conscientes e alinhadas com seus objetivos.

A proposta vai além de indicar uma profissão. O foco está no autoconhecimento, no desenvolvimento emocional e na compreensão das múltiplas possibilidades de trajetória ao longo da vida adulta.

Para a psicóloga infantil Manuella Bayma, o impacto desse acompanhamento é direto na forma como o jovem decide o próprio futuro. Segundo ela, o Projeto de Vida amplia o autoconhecimento e reduz escolhas impulsivas ou baseadas exclusivamente em pressões externas. “Um trabalho como esse vai ajudar o jovem a tomar decisões que sejam mais conscientes sobre como ele é, o que ele deseja, o que ele gosta, e menos impulsivas”, explica.

A especialista destaca que, ao compreender melhor seus interesses, habilidades, valores e até limitações, o adolescente deixa de escolher uma carreira apenas para atender expectativas familiares ou sociais. A decisão passa a estar conectada ao perfil individual e ao tipo de futuro que ele deseja construir.

Escolhas influenciadas por pressão

Entre os equívocos mais recorrentes no processo de escolha profissional, Manuella Bayma destaca decisões tomadas sob forte influência externa e pouca reflexão pessoal. Segundo ela, muitos adolescentes ainda escolhem carreiras baseados exclusivamente em retorno financeiro, expectativas familiares ou percepções superficiais sobre determinadas profissões, fatores que podem gerar frustração futura.

“Escolher uma profissão por conta do retorno financeiro, escolher uma profissão por conta da expectativa dos familiares, o que minha mãe quer, o que meu pai quer, sem considerar os próprios interesses. Decidir por uma profissão com pouca informação, por exemplo, tem um estereótipo da profissão: “Médico ganha bem”, e aí escolhe base errado nesse estereótipo e a gente sabe que as coisas não são assim. Escolher pela influência de amigos: “Ah, porque meu amigo vai tentar direito, eu vou tentar também”, ou por modismos pontuais”.

Ela também alerta para a ideia de que a escolha profissional é definitiva, o que aumenta a ansiedade e pode dificultar o processo. Para Manuella, entender que a carreira pode ser adaptada ao longo do tempo ajuda o jovem a tomar decisões com mais responsabilidade e flexibilidade.

Papel da escola na formação 

Além do apoio psicológico, a escola exerce papel central nesse processo. De acordo com a especialista, o ambiente escolar deve oferecer espaço para reflexão, acesso a informações realistas sobre o mercado de trabalho e contato com diferentes áreas profissionais.

“A escola é um espaço de reflexão, de autoconhecimento, um espaço de trazer informação, de também fornecer contato para os seus alunos com diferentes profissionais”, afirma.

Desenvolvimento emocional 

Segundo Manuella, o Projeto de Vida contribui para o fortalecimento da identidade, da autonomia e da autoestima dos jovens.

“Um projeto como esse ajuda o jovem a construir uma identidade, uma autonomia, um senso de direção, que são aspectos fundamentais para o desenvolvimento emocional”, pontua.

Ao aprender a planejar, organizar metas e assumir responsabilidade por suas escolhas, o adolescente desenvolve maturidade, resiliência e habilidades sociais que ultrapassam o âmbito profissional.

Dicas práticas

Com base na orientação da especialista, algumas práticas podem ajudar adolescentes nesse processo:

  • Incentivar o autoconhecimento, identificando interesses, valores e habilidades;
  • Buscar informações realistas sobre profissões e mercado de trabalho;
  • Conversar com profissionais de diferentes áreas para compreender rotinas e desafios;
  • Refletir sobre qualidade de vida e propósito, além de retorno financeiro;
  • Entender que a carreira pode ser construída e adaptada ao longo do tempo.

Segundo a psicóloga, o mais importante é compreender que não existe escolha perfeita, mas decisões conscientes e alinhadas ao perfil do estudante. 

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