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Maranhão

Professor maranhense é o único brasileiro a fazer parte da descoberta de novo dinossauro no deserto do Saara

A pesquisa conta com a participação de 29 cientistas de diferentes países, sendo Rafael Lindoso o único brasileiro no grupo
Por Gabriela Monteiro
Atualizado há 3 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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A nova espécie de dinossauro foi identificada na região de Agadez. Foto: Divulgação/IFMA

O professor do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), Rafael Lindoso, é o único brasileiro a integrar as pesquisas de descoberta de uma nova espécie de dinossauro carnívoro, o Spinosaurus mirabilis, no deserto do Saara, na África.

O estudo foi divulgado na revista ‘Science’, uma das mais renomadas do mundo, em um artigo que também foi destaque na capa. Esta também é a primeira vez em que um pesquisador do IFMA contribui com um artigo na revista.

Sendo o único brasileiro de um grupo de 29 cientistas, o pesquisador contribuiu ao fornecer informações detalhadas sobre os ossos de um dinossauro carnívoro descoberto no Maranhão. 

Esses dados permitiram que os cientistas criassem uma base de comparação mais abrangente, essencial para compreender a história evolutiva e a distribuição dos dinossauros do grupo ‘Spinosaurus’.

Os pesquisadores participantes da pesquisa são especialistas em paleontologia (estudo de fósseis), anatomia comparada (análise das estruturas corporais de diferentes animais) e estudos evolutivos.

Esse tipo de pesquisa, conhecido como análise filogenética, compara traços dos animais para determinar relações de parentesco ao longo da evolução.

A nova espécie de dinossauro foi identificada na região de Agadez, no Níger. Batizado de “Spinosaurus mirabilis”, o animal viveu entre 100 e 95 milhões de anos atrás, em um ambiente considerado extremamente árido.

Durante muito tempo, a comunidade científica acreditou que todos os dinossauros carnívoros fossem exclusivamente terrestres. No entanto, estudos recentes apontam que o Spinosaurus apresentava adaptações ao ambiente aquático, o que ampliou o debate sobre seus hábitos de vida.

Parte dos pesquisadores defende que o animal não seria apenas semiaquático, mas um mergulhador ativo, capaz de perseguir presas debaixo d’água. A nova descoberta reforça essa discussão ao trazer evidências sobre o ambiente em que o “Spinosaurus mirabilis” foi encontrado.

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