Continua o imbróglio na Justiça entre o empresário Alexandre Correa e a apresentadora Ana Hickmann desde que se separaram em 2023. Na última quarta-feira (25), Correa publicou um vídeo em seu perfil pessoal nas redes sociais não só comentando a suspensão do leilão de uma mansão do casal, como também fez um apelo à Justiça, pois segundo ele, apenas uma das partes está sendo beneficiada.
“A largada do leilão seria de 36 milhões. Caso a casa tivesse sucesso no leilão, o que seria muito provável, pois é uma excelente propriedade, seria dinheiro suficiente para quitarmos muitos credores. E, quem sabe, até eu, que até hoje não vi um centavo de tudo o que ajudei a construir, ter algum dinheiro comigo e parar de viver nesse estado de mendigância”, declarou.
No vídeo, Alexandre também listou questões que, segundo ele, seguem pendentes desde a separação: “Dia 11 de fevereiro completaram-se 810 dias. Em 810 dias aconteceram os seguintes fatos: ainda não saiu o meu divórcio; ainda não saiu a minha partilha de bens, de um casamento legalmente constituído, um documento de fé pública; […] Eu tenho aqui 20 pedidos de prisão, 16 pedidos de guarda unilateral; e eu tenho uma pessoa (referindo-se a Ana Hickmann) que já fez uso de CNPJ de empresa laranja e desvia seus recursos para a empresa da irmã”.
As declarações foram feitas após a Justiça de São Paulo decidir suspender o leilão da mansão do ex-casal. A decisão foi tomada na última quarta-feira (25) pelo juiz Guilherme Madeira Dezem.
A reavaliação do leilão ocorreu em decorrência de um recurso apresentado pela defesa da apresentadora. Com a decisão, o leilão ficará temporariamente suspenso até que a Justiça analise os chamados “embargos de terceiro” — instrumento utilizado para proteger bens de quem não é parte direta em um processo, mas pode ser prejudicado por uma decisão judicial.
Localizado em Itu e avaliado em cerca de R$ 35 milhões, o imóvel estava previsto para ir a leilão judicial por causa de uma dívida atribuída ao empresário. Antes disso, a mansão chegou a ser anunciada no mercado por R$ 40 milhões, em uma tentativa de venda direta para quitar pendências financeiras. A negociação, no entanto, foi interrompida após questionamentos da defesa de Alexandre Correa.
A defesa dos dois lados
A defesa de Ana Hickmann sustenta que a dívida foi assumida exclusivamente pelo ex-marido e questiona o uso de um imóvel de alto valor como garantia para um débito significativamente menor, apontando possível desproporcionalidade.
Do outro lado, a credora tenta reverter a suspensão por meio de um Agravo de Instrumento. Ela argumenta que a mansão é um bem em copropriedade e que apenas a fração pertencente a Alexandre Correa teria sido vinculada como garantia. Assim, na visão dela, o leilão não causaria prejuízo irreversível à apresentadora.
A disputa pelo imóvel se insere no contexto do processo de separação do ex-casal, iniciado após Ana Hickmann denunciar o empresário por violência doméstica, em novembro de 2023. Desde então, questões patrimoniais passaram a ser discutidas judicialmente, incluindo a destinação e a responsabilidade sobre dívidas.




