O ministro da Educação, Camilo Santana, deve deixar o comando da pasta no início de abril para se dedicar à articulação política nas eleições de 2026. A informação foi confirmada pelo presidente Lula nesta segunda-feira (23), durante evento em Brasília, ao afirmar que o auxiliar pediu para sair do cargo a fim de participar da campanha eleitoral, mesmo sem disputar diretamente um cargo.
A saída já vinha sendo planejada e foi detalhada pelo próprio ministro. A decisão segue o calendário político que exige desincompatibilização de cargos para atuação em campanhas e ocorre em meio à expectativa de mudanças na Esplanada dos Ministérios.
“Nosso querido ministro da Educação que está nos deixando agora. Ele ‘tá’ pedindo pra sair porque tem campanha eleitoral. Ele, embora não seja candidato, ele quer participar da campanha”, afirmou o presidente Lula.
Apesar das especulações sobre uma possível candidatura, Camilo Santana já afirmou que não pretende concorrer nas eleições deste ano. A estratégia, segundo ele, é atuar diretamente na campanha de aliados, especialmente no Ceará, onde deve reforçar a reeleição do governador Elmano de Freitas, além de colaborar com a articulação política em apoio ao próprio presidente Lula na região Nordeste.
Com a saída, a tendência dentro do governo federal é que integrantes da equipe técnica do MEC assumam interinamente o comando da pasta, garantindo continuidade às políticas educacionais em andamento. A movimentação faz parte de uma possível reformulação mais ampla, já que outros ministros também devem deixar seus cargos até abril para participar do processo eleitoral.




