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Habilitada e influenciadora: conheça a alagoana que se tornou a 1ª pessoa com síndrome de Down a tirar CNH no Brasil

Natural de Maceió, a jovem Laura Simões compartilha sua rotina nas redes sociais e já acumula mais de 140 mil seguidores
Por Gabriela Monteiro
Atualizado há 3 semanas
Tempo de leitura: 2 mins
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Atualmente com 25 anos, a alagoana é estudante do curso de Publicidade. Fotos: Reprodução/Redes Sociais

Natural de Maceió, a jovem Laura Simões fez história ao se tornar a primeira pessoa do país com síndrome de Down a obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Atualmente com 25 anos, a alagoana é estudante do curso de Publicidade e influenciadora digital, acumulando mais de 100 mil seguidores com quem compartilha sua rotina e a luta pela inclusão no Brasil.

Laura não permitiu que a pandemia interrompesse seus planos e conquistou o documento em 2020, aos 19 anos, abrindo caminho para outras pessoas com a mesma condição que sonham com a autonomia no trânsito. Hoje, ela utiliza sua visibilidade para pautar a presença de pessoas com T21 (trissomia do cromossomo 21) em todos os espaços da sociedade.

Dentre os seus principais conteúdos, a jovem discursa contra a estigmatização de mulheres com a condição genética. “Ser mulher com síndrome de Down é potência”, pontua.

Em entrevista exclusiva à Urbnews, Laura destacou que sempre buscou a normalidade em sua trajetória, apesar dos desafios impostos pela síndrome: “Sempre tive uma vida comum, o que já é muita coisa para uma pessoa com Síndrome de Down. Escola regular, saída com amigos, vida em família, faculdade, trabalho, namoros, enfim, vivo as tristezas e as alegrias como qualquer pessoa”, relatou.

Sobre o marco de ser a primeira condutora com T21 do país, ela reconhece o peso de sua conquista: “Sei que estou fazendo história, abrindo caminho para os outros”.

De acordo com a estudante, seu processo de habilitação ocorreu dentro de todos os padrões exigidos. Para ela, o preconceito que ainda persiste na sociedade em relação a pessoas com deficiência ocupando novos espaços é algo que será superado com o tempo e a educação. 

“É perfeitamente compreensível, um novo olhar sobre a deficiência está sendo construído, a sociedade precisa de muita informação sobre esse tema, aos poucos vai digerindo”, finalizou.

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