A atriz Carolina Dieckmann compartilhou com seus seguidores uma reflexão sobre o luto na última quinta-feira (2). No vídeo, a artista faz uma analogia com um pote de purpurina, feita pelo influenciador Moa Baldi, que cria conteúdos reflexivos sobre a vida.
“Imagina um vidro inteirinho de purpurina caindo no chão da sua sala. Esses dias eu vi uma história comparando o luto exatamente a um vidro de purpurina que cai e quebra no chão da casa. No início, ela parece que está em absolutamente todo lugar: na sua roupa, no seu cabelo. Quando você sai de casa, ela vai com você. Quando você volta, ela ainda está lá. E ela entra por debaixo das unhas; por mais que você tente limpar, é impossível”, interpretou Carolina.
Durante os últimos anos, Carolina Dieckmann passou por perdas de entes queridos. Em 2019, sua mãe, Maíra Dieckmann, faleceu após um mal súbito durante o sono. “[Ela] é a ausência mais presente da minha vida. A ausência é uma presença, quando você sente, é porque aquilo está vivo”, afirmou em uma entrevista em que comentou a morte da mãe.
Já no ano passado, a artista foi marcada pela partida de uma amiga próxima, a cantora Preta Gil. A atriz foi para os Estados Unidos acompanhar o tratamento da cantora contra um câncer no intestino.
A atriz continua a refletir sobre como, no início do luto, a pessoa precisa lidar com a falta do ente querido em todos os lugares, mas que, aos poucos, a vida vai voltando ao normal: “Ela agarra no banco do carro, deixando aquele brilho opaco em você que qualquer um que olha de fora consegue perceber. O luto, no início, é assim. Ele não é um evento. Ele é uma camada que cobre todos os aspectos da sua vida. Só que, aos poucos, a gente vai colocando as coisas no lugar. Pega uma vassoura, limpa os cantos, vai retomando a rotina”.
Carolina encerra a reflexão dizendo que, com o tempo, a dor e o luto dão lugar a boas lembranças e ao sentimento de saudade. “Com o tempo, o que era trágico passa a usar uma roupagem diferente. E hoje, quando você ainda acha um rastro dessa purpurina espalhada em algum cantinho da casa, a sensação não é mais de desespero. É, por incrível que pareça, um estalo de alegria. Porque a purpurina é a prova de que houve festa, de que houve um brilho que ninguém pode apagar”, afirma no registro.
“E é por isso que a nossa língua portuguesa tem uma das palavras mais lindas do mundo para descrever esse rastro que insiste em ficar. Essa palavra é ‘saudade’!”, conclui a atriz.




