O goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato de Eliza Samudio — modelo e ex-namorada do homem —, foi preso na noite desta quinta-feira (7), após dois meses foragido. Ele foi capturado em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.
No dia 15 de fevereiro, Bruno viajou ao Acre para jogar pelo Vasco-AC sem autorização judicial e descumpriu a determinação da Justiça de retornar ao regime semiaberto. Após o episódio, a Vara de Execuções Penais entendeu que ele violou as regras da liberdade condicional e, em 5 de março, expediu um mandado de prisão.
Além desse caso específico, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) relatou que Bruno deixou de atualizar o próprio endereço por três anos, frequentou locais proibidos, como um jogo no Maracanã, além de realizar outras viagens e desrespeitar os horários de recolhimento.
Relembre o crime
As agressões tiveram início em 2009. Em outubro daquele ano, Eliza Samudio registrou queixa na polícia relatando ter sido mantida em cárcere privado pelo goleiro Bruno e por dois amigos dele, “Russo” e “Macarrão”. Eliza, que estava grávida na época, também afirmou ter sido espancada e forçada a ingerir substâncias abortivas.
Em junho de 2010, Eliza e o filho foram levados para a residência do goleiro, no Recreio dos Bandeirantes, por Luiz Henrique Ferreira Romão, o “Macarrão”, e um primo de Bruno. Após alguns dias, os dois foram novamente levados à força para um sítio do goleiro em Esmeraldas (MG), onde permaneceram em cárcere privado.
Ainda em junho, Macarrão e o adolescente levaram Eliza à casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como “Bola”. Segundo as investigações, Bola asfixiou a modelo até a morte e ocultou o corpo, que nunca foi encontrado.




