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Receita ultrapassa 20 milhões de declarações recebidas do IR 2026; entrega vai até 29 de maio

Novas regras da declaração do Imposto de Renda 2026 ampliam fiscalização sobre apostas, investimentos no exterior e patrimônio dos contribuintes
Por Maria Clara Cardoso
Atualizado há 18 horas
Tempo de leitura: 2 mins
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Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A Receita Federal já recebeu mais de 20 milhões de envios do Imposto de Renda 2026. Até as 18h23 da última terça-feira (6), foram entregues 20.090.909 documentos. O prazo final para o envio é 29 de maio.

Neste ano, algumas mudanças permeiam o processo. Entre as principais alterações estão os novos limites de obrigatoriedade, além da exigência de informações específicas sobre ganhos em plataformas de apostas esportivas e aplicações financeiras no exterior.

De acordo com Anderson Albuquerque, contador da Repense Inteligência Financeira, “a nova declaração impacta diretamente a rotina fiscal de pessoas físicas, empresas e cooperativas porque amplia o nível de controle, cruzamento de dados e digitalização das informações prestadas à Receita Federal. Para as pessoas físicas, isso exige maior atenção ao preenchimento correto de rendimentos, investimentos, bens, operações financeiras e informações vindas de terceiros, como bancos, planos de saúde e empregadores”.

Segundo a Receita Federal, deve declarar o Imposto de Renda em 2026 quem recebeu, em 2025, rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584. Também estão obrigados os contribuintes que tiveram receita rural superior a R$ 177.920, obtiveram ganhos de capital, realizaram investimentos no exterior ou possuem patrimônio acima de R$ 800 mil.

Ainda segundo Anderson Albuquerque, as dúvidas mais recorrentes dos cidadãos sobre a declaração do imposto envolvem:

  • entendimento sobre quem realmente está obrigado a declarar;
  • divergências entre informes de rendimentos e dados pré-preenchidos;
  • dúvidas sobre tributação de investimentos, criptoativos e rendimentos no exterior;
  • erros na distribuição de lucros e nas informações enviadas pelas contabilidades;
  • compreensão das novas obrigações acessórias;
  • necessidade de treinamento das equipes contábil, pessoal e fiscal.

Outro ponto que continua gerando dúvidas entre os brasileiros é a tributação de cooperativas e cooperados. Apesar da crença de que cooperativas seriam totalmente isentas, especialistas alertam que o cenário é mais complexo. De acordo com a Corporis Brasil, cooperativas possuem tratamento tributário diferenciado, mas não estão livres da incidência de impostos.

A Receita Federal reforça que o envio correto das informações evita problemas como malha fina, multas e pendências no CPF. A expectativa do órgão é que a ampliação da declaração pré-preenchida e a digitalização de recibos médicos reduzam erros e facilitem o processo para os contribuintes.

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