O Boletim Focus, pesquisa do Banco Central do Brasil (BCB), publicada nesta segunda-feira (18), apontou que a queda da taxa de juros no Brasil deve ser mais lenta. Com isso, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, a inflação oficial do País (IPCA) subiu para 4,92%. Na semana passada, a taxa estava em 4,91%.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação no Brasil desacelerou em abril, fechando o mês em 0,67%.
A meta de inflação para o Brasil, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.
Inflação e Selic voltam a subir, PIB e dólar permanecem estáveis
Conforme o gerente de investimentos da Sicredi Veredas, Anderson Ferreira, CEA, CFP®, o mercado ainda enxerga dificuldade para a inflação convergir à meta e, “por isso, mantém a expectativa de juros elevados por mais tempo”.
“A projeção da inflação para 2026 voltou a subir, passando de 4,91% para 4,92%, enquanto a Selic avançou de 13% para 13,25% ao ano”, declara Anderson.
Segundo Anderson, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu estável em 1,85% para 2026, indicando que, apesar do cenário de juros altos, a economia brasileira segue resiliente, sem sinais mais fortes de desaceleração no curto prazo.
No câmbio, a projeção do dólar ficou estável em R$ 5,20 para 2026, e recuou de R$ 5,30 para R$ 5,27 em 2027, refletindo um “cenário externo menos pressionado e o efeito do diferencial elevado de juros no Brasil”, diz ele.
Conforme o gerente de investimentos da Sicredi, o movimento do Focus reforça a percepção de um cenário de juros altos por mais tempo, com desaceleração gradual da atividade e da inflação, mas ainda sem sinais suficientes para uma redução mais acelerada da Selic.




