O Ministério da Educação (MEC) anunciou mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2026. Entre as principais novidades estão a inscrição automática para estudantes concluintes da rede pública, a ampliação dos locais de prova e a integração do exame ao Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Para acompanhar e organizar as mudanças, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) criou um grupo de trabalho responsável pela implementação das medidas.
A inscrição automática já começa a valer no Enem 2026 para estudantes do 3º ano do ensino médio da rede pública. Segundo o MEC, os dados dos alunos serão enviados pelas próprias redes de ensino, e os estudantes precisarão apenas confirmar a participação na Página do Participante, escolher a língua estrangeira da prova e solicitar atendimento especializado, caso necessário.
Outra mudança anunciada é a ampliação dos locais de aplicação do exame. A previsão do governo é que cerca de 10 mil novas escolas passem a receber o Enem, permitindo que muitos estudantes façam a prova na própria instituição onde estudam. A expectativa do MEC é que aproximadamente 80% dos alunos da rede pública realizem o exame na própria escola.
O ministério também informou que estuda oferecer apoio para transporte e deslocamento de estudantes que precisarem realizar a prova em outras cidades. Com as mudanças, a meta do governo é aumentar a participação dos concluintes da rede pública no exame e fortalecer o Enem como ferramenta de avaliação da educação básica.
De acordo com Cristiano Cardozo, supervisor geral do pré-universitário do Colégio Master, as mudanças podem facilitar o acesso dos estudantes ao ensino superior.
“Ao aproximar o Enem da realidade escolar, o MEC reduz esses obstáculos, favorece a presença dos inscritos e cria um ambiente mais familiar, o que tende a impactar positivamente o desempenho”, explica.
Na avaliação de Cristiano, ainda há espaço para futuras mudanças no modelo pedagógico do exame. “O Enem já se consolidou como um exame de referência, mas a integração ao Saeb abre margem para discussões sobre novas competências a serem avaliadas, maior interdisciplinaridade e até modelos mais inovadores de aplicação”, conclui.




