A advogada Daniele Bezerra se pronunciou por meio de um texto após a irmã, a influenciadora e também advogada Deolane Bezerra, ser presa por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado à facção Primeiro Comando da Capital (PCC), nesta quinta-feira (21).
“Hoje, mais uma vez, tentam transformar suposições em verdades e manchetes em condenações”, iniciou no texto publicado em seu perfil pessoal. “A prisão de Deolane Bezerra, sob alegações de participação em organização criminosa, nasce cercada de ilações, narrativas e perseguições que já se repetem há tempos”, continuou.
Ao longo da publicação, Daniele criticou a exposição midiática em torno do caso, defendendo que a sociedade primeiro julga e depois busca provas concretas para acusar. “Não se pode admitir que a Justiça seja usada como espetáculo, nem que pessoas sejam tratadas como culpadas antes do devido processo legal”, afirmou.
Em seguida, ela defendeu a integridade da irmã, ressaltando que a prisão seria consequência de narrativas criadas para prejudicar Deolane. “Quem conhece a história, a luta e a trajetória dela sabe que existe uma diferença enorme entre fatos e narrativas criadas para alimentar ataques”, escreveu.
Daniele concluiu o texto afirmando que continuará confiando na Justiça e que a prisão representa mais um ato de perseguição. “Seguiremos confiando na verdade, na Justiça e no direito de defesa, porque perseguição continua sendo perseguição, mesmo quando tentam dar a ela outro nome.”
Deolane Bezerra foi presa em São Paulo durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil de São Paulo, que investiga lavagem de dinheiro ligada ao PCC.
A advogada passou as últimas semanas em Roma, na Itália, e retornou ao Brasil apenas na quarta-feira (20). O nome dela chegou a ser incluído na lista da Difusão Vermelha da Interpol em razão da viagem.
A influenciadora já havia sido presa em 2024, junto com outras 18 pessoas, durante a Operação Integration, que investigava crimes relacionados a casas de apostas e foi deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco. A mãe da advogada também foi presa na ocasião.




