A Lionsgate anunciou nesta sexta-feira (22) que uma continuação da cinebiografia de Michael Jackson está em desenvolvimento. Adam Fogelson, presidente da divisão de filmes do estúdio, revelou que o projeto conta com o apoio das partes envolvidas e que entre 25% e 30% do material necessário para o segundo filme já foi gravado durante a produção anterior. A nova obra poderá adotar uma estrutura narrativa não linear, diferente do formato cronológico utilizado no primeiro longa-metragem.
O filme Michael, lançado em 2026, ultrapassou a arrecadação de 700 milhões de dólares globalmente. O valor equivale a aproximadamente 3,5 bilhões de reais na cotação atual da moeda americana. Os números consolidaram a cinebiografia como uma das maiores bilheterias do ano.
“Estamos muito animados com o progresso que estamos fazendo em relação a um segundo filme de Michael”, declarou Fogelson à Variety. O executivo acrescentou: “Todas as conversas que temos tido com todas as partes envolvidas continuam a correr excepcionalmente bem.”
A primeira cinebiografia abordou a trajetória do artista desde a infância nos anos 1960, período em que integrou o grupo Jackson 5. A narrativa percorreu o lançamento de Off The Wall, álbum de 1979 que marcou sua ascensão ao estrelato, seguido por Thriller, de 1982. O filme retratou a turnê final com os Jacksons, conhecida como Victory Tour.
A obra cinematográfica encerrou com a decisão do cantor de romper com as estruturas familiares para consolidar sua carreira solo. Na cena final, o texto “Sua história continua” apareceu na tela. Esse recorte temporal deixou diversos álbuns de sucesso e acontecimentos da vida do Rei do Pop sem representação.
Fogelson concentrou suas declarações nos aspectos musicais e artísticos que permaneceram inexplorados. “Grande parte das músicas mais importantes e populares do seu catálogo não foi abordada no primeiro filme. Há muitos outros eventos que aconteceram, mesmo no período retratado no filme original, que não foram contemplados, então estamos muito confiantes de que temos um filme incrivelmente divertido que irá atrair novamente o público global à medida que as peças se encaixam”, afirmou.
Estrutura narrativa flexível
O presidente da Lionsgate revelou que a estrutura narrativa da continuação permitirá flexibilidade temporal. “Podemos ir para frente e para trás ao contar essa história”, disse Fogelson. Essa abordagem possibilitaria explorar diferentes períodos da vida do artista sem manter uma sequência cronológica rígida.
O estúdio planeja aproveitar material já filmado anteriormente. Fogelson explicou que cenas gravadas durante a produção do primeiro filme, mas que não foram incluídas no corte final, serão utilizadas na sequência. “Acreditamos que já temos de 25 a 30% de um segundo filme gravado a partir da produção anterior, e obviamente isso trará algum benefício [financeiro] no final das contas”, disse.
O executivo ressaltou o compromisso com a qualidade da nova produção. “Mas vamos garantir que faremos um filme grandioso e satisfatório para o público global mais uma vez”, declarou Fogelson. A reutilização de material previamente filmado representa uma vantagem econômica para o estúdio.
Histórico de produção
Graham King, produtor responsável por Bohemian Rhapsody, vencedor do Oscar, manifestou em 2019 sua intenção de produzir a história de Jackson para o cinema. As filmagens enfrentaram múltiplos atrasos ao longo dos anos. Os principais obstáculos estiveram relacionados às alegações de abuso sexual infantil que resultaram na prisão do cantor em 2003, seguida de absolvição dois anos depois.
No início de 2025, a produção de Michael enfrentou complicações legais relacionadas a um acordo estabelecido com Jordan Chandler, uma das pessoas que acusaram Jackson. Em 1993, quando tinha 13 anos, Chandler acusou o cantor de abuso. O caso foi resolvido mediante um acordo financeiro de aproximadamente 25 milhões de dólares.
Uma cláusula específica do acordo estabelecia que os Chandlers não deveriam ser mencionados em produções cinematográficas sobre Michael Jackson. Essa condição teria sido desconsiderada durante a produção do primeiro filme. Chandler era uma figura central no roteiro de Logan, o que exigiu extensas reescritas do material.
Os herdeiros de Jackson desembolsaram até 15 milhões de dólares para custear as refilmagens necessárias, conforme informações da Variety. As alterações no roteiro e nas cenas já gravadas foram implementadas para adequar a produção aos termos do acordo legal. Permanece indefinido como uma possível sequência abordaria esse período da vida do artista sem violar as condições estabelecidas no acordo com Chandler.
Texto redigido com auxílio de ferramenta de Inteligência Artificial.




