A China deu mais um passo em direção ao objetivo de levar astronautas à Lua até 2030. O país lançou, no último domingo (24), a missão espacial Shenzhou-23, considerada estratégica para os planos chineses de exploração lunar e para a disputa tecnológica travada com os Estados Unidos na nova corrida espacial.
A missão enviou três astronautas à estação espacial chinesa Tiangong. Pela primeira vez, um dos tripulantes deverá permanecer no espaço durante um ano inteiro, experiência considerada essencial para estudar os impactos da longa permanência em microgravidade no corpo humano.
Cientistas chineses pretendem analisar efeitos como perda de massa óssea, exposição à radiação e estresse psicológico, fatores importantes para futuras viagens tripuladas à Lua e até Marte.
Segundo autoridades chinesas, a missão também servirá para testar tecnologias necessárias para futuras operações lunares, incluindo sistemas de aproximação e acoplamento automatizado entre espaçonaves. Essas manobras serão fundamentais para as futuras missões do programa espacial chinês.
Além das pesquisas médicas, a tripulação realizará experimentos nas áreas de ciência dos materiais, física de fluidos e ciências da vida dentro da estação Tiangong. A China também planeja ampliar sua cooperação internacional no espaço e deve receber, ainda este ano, o primeiro astronauta estrangeiro em sua estação espacial.




