Começa nesta terça-feira (16) a reunião da Cúpula do G7 com os líderes da França, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Canadá, Itália e Japão. Convidado para o evento, o presidente do Brasil, Lula (PT), desembarcou nesta segunda-feira (15) em Évian-les-Bains, na França, para participar do evento como convidado.
Com foco em discutir pautas relacionadas à economia, o governo busca um encontro entre Lula e o presidente norte-americano, Donald Trump. A ideia é discutir a nova tarifa de 37,5% que pode ser imposta sobre os produtos brasileiros.
O imposto seria uma resposta do governo Trump após a acusação de práticas comerciais desleais em um relatório do Escritório do Representante Comercial americano (USTR). A reunião entre os chefes de Estado não está na agenda oficial de Trump, mas assessores de Lula acreditam que o encontro deve ocorrer normalmente.
A ida de Lula no dia de abertura da cúpula foi planejada pelos assessores baseado na reunião do ano passado, quando Trump foi apenas no primeiro dia e depois retornou aos EUA. Em meio ao encontro, o republicano ainda enfrenta o fim do conflito com o Irã, que teve um acordo de paz anunciado neste domingo (14).
Na agenda oficial do presidente brasileiro estão marcadas reuniões bilaterais com a França, Japão, Egito, Alemanha, Canadá, Itália e Reino Unido. Além dos líderes desses países, Lula vai se encontrar com o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza.
Apesar de não fazer parte do G7, o Brasil voltou a ser convidado do evento em 2023, após a eleição de Lula. A postura do presidente tem sido alinhada junto com seus ministros e assessores, para reverter a ideia de que o mercado brasileiro realiza práticas desleais no mercado financeiro, além de reforçar a referência do país no desenvolvimento tecnológico com ferramentas como o Pix.




