Pré-candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB) esteve nesta quinta-feira (18) em Fortaleza para discutir o seu Plano de Governo para as eleições de 2026. Ao lado de lideranças da oposição, o pré-candidato destacou que está “mordido” para governar o Ceará.
Em sua fala, Ciro enfatizou que se sente na obrigação de ser o condutor do projeto de mudança da oposição, encarando a situação como uma responsabilidade que apenas ele poderia assumir.
“Nenhum de nós tinha direito de fugir da sua responsabilidade. E eu não tinha direito de botar alguém numa briga que não fosse eu o disposto a ir na frente dessa briga”, afirmou.
O pré-candidato também destacou que o seu Plano de Governo terá caráter participativo. O político esclareceu que, neste primeiro momento, pretende percorrer o interior do Estado e ouvir a opinião pública para construir propostas para o Ceará.
O ex-ministro tem defendido que seja feito um debate para estabelecer prioridades e mapear as principais demandas da população.
A coordenação-geral do plano será feita pelo deputado federal Mauro Filho, aliado histórico de Ciro. Ele ressaltou que a participação popular será uma prioridade na pré-campanha.
Mauro afirmou que serão realizadas cerca de dez reuniões em diversas regiões do estado para ouvir a população desses locais. Além dos encontros presenciais, a chapa disponibilizará plataformas online para coletar propostas e garantir um retorno direto ao cidadão.
“A coordenação, juntamente com os coordenadores, vão ter que dar um retorno para a pessoa que está propondo. Não será em vão. A pessoa hoje em dia, que fica sem saber o que aconteceu, foi acolhida ou não. É um marco bastante diferente do que está sendo feito hoje”, afirmou o deputado.
O evento reuniu lideranças da capital e do interior e, além de discutir o plano, apresentou balanços sobre a dívida pública, bem como dados sobre a pobreza e a segurança pública do Estado.
Entre os presentes estavam o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (União), Capitão Wagner (União), o pré-candidato ao Senado Pastor Alcides (PL) e outras lideranças da oposição.




