A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) solicitou uma cópia dos contratos da influenciadora e empresária Virginia e do jogador de futebol Neymar Jr. com a casa de apostas Blaze. O inquérito foi instaurado na última sexta-feira (19), após o órgão receber denúncias relacionadas a retenção de fundos de usuários.
Apesar do pedido, Virginia e Neymar não estão sendo investigados. Na verdade, o objetivo é investigar estratégias de marketing, como o uso da expressão “renda extra”, apurar a regulação e possíveis práticas de condutas abusivas por parte da plataforma de apostas e cassino online.
Além dos dois, os contratos firmados pelo casal de influenciadores Lucas Lira e Bruna Sunaika com a Blaze também foram solicitados pela Prodecon, órgão do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
Segundo o órgão público, a investigação pode resultar em uma penalidade com com pedido de danos morais coletivos estimado em R$ 120 milhões.
Além da cópia dos contratos, a Prodecon também solicitou informações detalhadas sobre os processos de abertura, manutenção, bloqueio e encerramento de contas de usuários, a promotoria solicitou documentos referentes às políticas de bônus, promoções e rollover da plataforma.
O órgão também pediu um relatório com dados sobre contas suspensas ou bloqueadas, incluindo os valores retidos, as justificativas para as restrições aplicadas, os mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro (AML) adotados pela empresa e a descrição completa de sua estrutura societária.
A investigação busca apurar possíveis irregularidades envolvendo retenção indevida de valores, bloqueios arbitrários de contas, cláusulas contratuais abusivas, exigências desproporcionais para liberação de bônus, tratamento de dados pessoais, indícios de publicidade enganosa e a adequação da plataforma às normas que regulamentam as apostas de quota fixa e à legislação de defesa do consumidor.
Virginia Fonseca já foi investigada pela sua participação na divulgação de casas de apostas. No ano passado, a influenciadora depôs na CPI das Bets, realizada no Congresso, e afirmou não saber sobre a epidemia de vício em jogos de apostas. Com contrato firmado com a Esportes da Sorte, Virginia recebia o chamado “cachê da desgraça alheia”, que previa que a mulher recebesse 30% do montante que os apostadores perdiam no jogo.
Já o camisa 10 da seleção mantém contrato com a casa de apostas Blaze há muitos anos, atuando como embaixador da empresa.




