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Ceará

“25 anos combinando de não morrer”: Parada pela Diversidade do Ceará acontece neste domingo 

Coordenadora da Parada, Labelle Rainbow, destacou que o evento vai além da celebração da diversidade e representa um importante espaço de reivindicação de direitos
Por Iôrran Freire
Atualizado há 1 hora
Tempo de leitura: 3 mins
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O tema escolhido para este ano busca evidenciar a trajetória de resistência da população LGBTQIA+. Foto: Grupo Urb

A 25ª edição da Parada pela Diversidade Sexual do Ceará acontece neste domingo (28), na Av. Beira-Mar, em Fortaleza, com o tema “25 anos combinando de não morrer”, uma referência à frase da escritora Conceição Evaristo presente na obra Olhos d’Água: “Eles combinaram de nos matar, mas nós combinamos de não morrer”.

Segundo a organização, o tema escolhido para este ano busca evidenciar a trajetória de resistência da população LGBTQIA+ diante das diversas formas de violência, discriminação e exclusão social enfrentadas ao longo das últimas décadas.

Em entrevista ao repórter Iôrran Freire, a diretora do Grupo de Resistência Asa Branca (GRAB) e coordenadora da Parada, Labelle Rainbow, destacou que o evento vai além da celebração da diversidade e representa um importante espaço de reivindicação de direitos.

Realizada desde 1999, a Parada pela Diversidade Sexual do Ceará se consolidou como uma das maiores manifestações do gênero no país. Para esta edição, a organização estima a participação de mais de 1,5 milhão de pessoas.

Labelle também reforçou que a mobilização não é destinada apenas à população LGBTQIA+, mas à sociedade como um todo, promovendo debates sobre respeito, cidadania e direitos humanos.

Além do caráter festivo, marcado por apresentações culturais e celebrações da diversidade, a coordenadora ressaltou que a Parada mantém sua essência política e de resistência.

O evento acontece em um momento em que organizações ligadas à pauta da diversidade acompanham com atenção o debate sobre o financiamento de iniciativas LGBTQIA+ no Brasil. Recentemente, a redução de patrocínios privados para a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo reacendeu discussões sobre o posicionamento de empresas em relação às pautas de inclusão e diversidade.

Sobre o cenário, Labelle afirmou que no Ceará não é “diferente”. Segundo a coordenadora, no estado muitas marcas utilizam símbolos e discursos associados à diversidade, mas nem sempre se comprometem com o financiamento de iniciativas que atuam diretamente na promoção de direitos e visibilidade para essa população.

Labelle também afirmou que, atualmente, a realização da Parada pela Diversidade Sexual do Ceará depende principalmente de recursos públicos, com apoio da Prefeitura de Fortaleza e do Governo do Estado. 

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