O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou nesta segunda-feira (29) o boletim de monitoramento com as previsões e os possíveis impactos do El Niño no Brasil este ano. De forma geral, a tendência para o trimestre de julho, agosto e setembro é de chuvas acima da média em áreas da Região Sul e abaixo da média na Região Centro-Norte do país.
Os dados ainda indicam alta probabilidade de temperaturas acima do normal no segundo semestre, o que pode intensificar as ondas de calor e a ocorrência de incêndios florestais. No Norte e Nordeste, as precipitações devem ficar mais curtas e menos intensas, elevando o risco de seca.
Em agosto, as chuvas devem se concentrar principalmente no extremo norte do país, na faixa leste do Nordeste e na Região Sul, onde os volumes podem superar a média histórica. Já em estados como Minas Gerais e Goiás, além do interior nordestino, o tempo tende a ficar cada vez mais seco, marcando o período típico desta época do ano.
Os modelos climáticos apontam que o El Niño continuará ativo até, pelo menos, o início de 2027, com uma probabilidade superior a 90%. Há, inclusive, uma forte chance de o fenômeno atingir grande intensidade, especialmente entre a primavera e o verão de 2026.
Nesse período, as águas do Oceano Pacífico Equatorial podem registrar marcas de até 2°C acima da temperatura normal, um sinal claro de um El Niño de forte intensidade. Esse aquecimento anormal deve influenciar o clima global, alterando padrões de chuva e temperatura, além de potencializar eventos extremos.




