A União Europeia (UE) deu início ao processo de taxação sobre produtos internacionais, principalmente de lojas chinesas como Shein, Temu e AliExpress. A “taxa das blusinhas” começou nesta quarta-feira (1º), após pressão dos varejistas europeus, que relataram concorrência desproporcional em relação às empresas online.
Com a decisão, a UE revogou a isenção aduaneira que permitia a entrada de encomendas no bloco sem impostos para valores abaixo de 150 euros, além de implementar uma taxa fixa de três euros por item.
Varejistas do mundo todo têm se queixado com os produtos de baixo valor vindos principalmente da China, afirmando que esse tipo de varejo online prejudica a economia local. A decisão pode pôr fim às encomendas online ultra baratas.
Até agora, foi decidido que a taxa fixa deve permanecer em vigor até 1º de julho de 2028, quando a nova Autoridade Aduaneira da UE iniciar suas operações. Após o período, as tarifas alfandegárias normais serão aplicadas, dependendo do tipo de produto.
A Comissão Europeia ressaltou que a medida visa reduzir o encargo financeiro sobre as alfândegas após a explosão das importações, além de enfrentar os riscos à segurança decorrentes de mercadorias não fiscalizadas.
Bruxelas reafirma que a medida não tem como alvo a China ou qualquer outro país, mas sim o objetivo de equilibrar as condições de competição entre empresas europeias e estrangeiras.




