Em sua primeira participação na Copa do Mundo, Josimar José Évora Dias, mais conhecido como Vozinha, fez história junto da seleção de Cabo Verde ao jogar contra a Argentina nessa sexta-feira (3). Atualmente, o goleiro está sem clube depois de sair do Chaves, de Portugal.
Mesmo com a eliminação por 3 a 2, os jogadores, principalmente o goleiro cabo-verdiano, estão recebendo muito apoio de vários torcedores, inclusive brasileiros.
“Estamos muito orgulhosos com nossa trajetória até aqui. Jogamos com o atual campeão do mundo, de igual para igual, e tivemos oportunidade de ganhar o jogo, temos que estar satisfeitos e orgulhosos. Obviamente estamos tristes, não queríamos ficar por aqui, mas estou muito grato por tudo”, declarou Vozinha à CazéTV.
“Espero que nossa seleção tenha feitos maiores”, diz Vozinha
Durante o segundo tempo, o meio-campista Deroy Duarte empatou e a seleção de Cabo Verde conseguiu levar a partida à prorrogação. No tempo extra, Lisando Martínez colocou a Albiceleste novamente à frente do placar, mas Sidny Cabral empatou mais uma vez, com um golaço. Por fim, Romero disputou pelo alto com Diney Borges, que marcou contra
Ainda à CazéTV, Vozinha afirmou ter grande respeito por Messi e os jogadores da Argentina: “Quando entramos em campo, sabemos da qualidade do adversário, mas temos que estar focados em nós e no que nossa equipe consegue fazer. Infelizmente não conseguimos ganhar, mas agora é ver o futuro e espero que nossa seleção tenha feitos maiores”, declarou.
Aos 40 anos de idade, Vozinha não definiu qual será seu próximo passo no futebol, mas deixou as portas abertas para o futebol brasileiro.
“Meu foco era a Copa do Mundo, a seleção. Tem rumores, mas nunca nada concreto. Estou aberto a tudo, jogar no Brasil seria muito bom, depois de todo carinho que tenho recebido do povo brasileiro. Acho que vamos ver, se acontecer, será muito bom. Mas sou jogador profissional, onde tiver as melhores condições, estou aberto”, disse ele.
Por fim, Vozinha deixou uma longa mensagem sobre o futuro do futebol de Cabo Verde. Para o goleiro, a seleção nacional tem jogadores para disputarem as grandes ligas do mundo, algo que ele espera ver em breve.
Sobre o futuro do futebol cabo-verdiano, Vozinha destacou que a seleção nacional tem de jogadores para disputarem grandes ligas do mundo, algo que, segundo ele, espera ver em breve: “Temos um grupo fantástico, jogadores de muita qualidade. Quem sabe, ver esses jogadores a jogarem nas melhores ligas do mundo. Espero que os mais jovens vejam todos aqui como referências, e lutem por seus sonhos, nunca desistam”.
Ele continua: “Somos de um país muito pequeno, pobre, sem muitas condições. Mas somos um povo resiliente. Nossos pais e avós fazem uma luta diária para nos educar, nos dar refeições. Mesmo nas dificuldades, temos jogadores com qualidade, que conseguiram chegar em grandes clubes”, finalizou o goleiro.
Nome que começou como bullying se tornou marca registrada
O nome do goleiro, que hoje é destaque em trends das redes sociais, começou como bullying na infância.
Quando Josimar era mais novo, jogava futebol na rua com meninos mais velhos. Por ser muito competitivo, rebelde e odiar perder, acabava apanhando de garotos maiores.
Após apanhar no jogo e não conseguir revidar, Josimar ia para casa emburrado. Então, outras crianças começaram a zombar dele, dizendo que ele estava indo chorar e “reclamar com a vozinha”. O apelido pegou para sempre.
No início da carreira profissional foi jogar em Angola, onde havia outro goleiro chamado Josimar. O atleta então decidiu resgatar o apelido de infância, que acabou se tornando marca registrada.
Outra curiosidade interessante é que seu nome de batismo é uma homenagem ao ex-lateral Josimar Higino Pereira, que jogou no Botafogo entre 1981 e 1989 e na seleção brasileira na Copa de 1986.




