A principal entidade do futebol europeu, a Uefa, criticou a decisão da Fifa de anular o cartão vermelho recebido pelo jogador dos Estados Unidos, Folarin Balogun, na partida contra a Bósnia, na segunda fase da Copa do Mundo de futebol. A anulação ocorreu após contato do governo Trump com a federação.
Segundo a Uefa, o uso do artigo 27, que estabelece um período probatório para o jogador sem a suspensão pelo cartão, estaria “cruzando a linha vermelha” da justiça, honestidade e transparência da competição.
“A decisão de ontem de suspender por um período probatório de um ano a implementação da suspensão automática de um jogo após o cartão vermelho dado ao jogador Folarin Balogun ultrapassou uma linha vermelha. O futebol, como qualquer outro esporte, depende de regras, que são a base para uma competição justa, honesta e transparente. Às vezes, as regras são alvo de interpretação. Neste caso, não.”, disse a nota.
A anulação do cartão permite a participação de Balogun, artilheiro dos EUA na competição, no jogo contra a Bélgica, nesta segunda-feira (6), pelas oitavas de final da Copa.
De acordo com o jornal The New York Times, o governo americano teria entrado em contato com a Fifa buscando uma revisão da expulsão do jogador. O presidente Donald Trump mantém uma relação de proximidade com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, o que facilitaria as tratativas para suavizar a punição do atleta.
Na sua rede social, Trump comemorou a decisão da Fifa, considerando a expulsão injusta. “Obrigado à Fifa por fazer o que é certo e reverter uma grande injustiça!”
escreveu o presidente na rede Truth Social.




