O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou sua projeção de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026, passando a estimar uma expansão de 2,4% para a economia brasileira neste ano.
A revisão representa um acréscimo de 0,5 ponto porcentual em relação à estimativa anterior, divulgada nesta terça-feira (8/7) no relatório Perspectiva Econômica Mundial.
A atualização positiva ocorre mesmo diante da incerteza gerada pelas novas tarifas dos Estados Unidos contra o país. O dado coloca o Brasil em destaque entre os países latino-americanos e caribenhos: a projeção regional para 2026 é idêntica, de 2,4%, o que indica que o Brasil puxa o bloco para cima enquanto economias vizinhas registram estimativas menores.
O México, por exemplo, deve crescer apenas 1,2% em 2026, com uma aceleração descrita pelo FMI como “modesta” para 1,9% em 2027. “No México, projeta-se que o crescimento acelere modestamente em meio a políticas domésticas menos restritivas, mas a incerteza continuará a restringir a atividade”, afirma o relatório.
Perspectivas para 2027
A revisão para o Brasil não se limita ao ano corrente. O FMI também elevou sua projeção de crescimento nacional para 2027, de 2% para 2,2%. O fundo reconhece, no entanto, que há uma moderação esperada à frente.
“Espera-se que o crescimento no Brasil permaneça resiliente em 2026, mas desacelere um pouco no ano seguinte”, diz a equipe do FMI no documento.
A revisão atual é a segunda consecutiva para o Brasil em 2026. Em abril, o fundo já havia aumentado a projeção em 0,3 ponto porcentual, para 1,9%, ao incorporar em seus cálculos o efeito positivo da guerra no Oriente Médio sobre as receitas brasileiras com petróleo. O país é exportador líquido do produto.
Panorama global
No cenário internacional, o FMI reduziu a projeção de crescimento global para 2026, de 3,1% para 3%. O ritmo projetado fica abaixo da média de 3,5% registrada entre 2024 e 2025, segundo o fundo. Para 2027, a estimativa foi revisada para cima, de 3,2% para 3,4%.
O principal risco às projeções é a guerra no Oriente Médio. Uma eventual escalada das tensões pode afetar tanto o crescimento quanto a inflação em escala global, segundo o FMI. Por outro lado, o fundo aponta que a atividade pode surpreender positivamente caso os investimentos associados à inteligência artificial se mantenham “excepcionalmente fortes” ou se as condições financeiras se tornarem mais flexíveis.
Na frente inflacionária, o FMI revisou para cima a projeção global de 2026, agora em 4,7%. O fundo avaliou que “a tendência desinflacionária vista desde o início de 2024 ficou estagnada”, atribuindo a alta aos preços mais elevados de energia e alimentos. Para 2027, a inflação global deve recuar para 3,9%, ante a estimativa anterior de 3,7%.
*Texto redigido com auxílio de ferramenta de Inteligência Artificial




