O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), converteu a prisão preventiva do pastor Márcio Poncio em prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. A decisão foi tomada na semana seguinte à prisão de Poncio, ocorrida na quinta-feira (2/7) de 2026.
A mudança de regime foi motivada pelo estado de saúde do investigado. Poncio sofre de retocolite ulcerativa grave, passou por cirurgia para retirada do intestino grosso e do reto e necessita de tratamento contínuo. Moraes também levou em conta a gravidez de alto risco da esposa do pastor.
Além do monitoramento eletrônico, a decisão impõe outras medidas cautelares. O pastor está proibido de contatar, por qualquer meio, os demais investigados no caso. O acesso a redes sociais também foi vedado. Moraes determinou ainda a entrega dos passaportes de Poncio, a suspensão imediata de eventuais documentos de porte de arma de fogo em seu nome e o sequestro de bens de até R$ 22 milhões.
Investigação e contexto
Poncio foi detido durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF). A investigação apura um suposto esquema de pagamentos do jogo do bicho e da chamada “Máfia do Cigarro” a agentes públicos. Na ocasião da prisão, agentes da PF localizaram o pastor em um flat na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Pastor da Igreja da Nuvem e empresário, Poncio é pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) e do cantor Saulo Poncio, ex-integrante da dupla UM44K. A PF o investiga por suspeita de ligação com a “Máfia do Cigarro”, segundo apuração do g1.
Na mesma fase da operação, também foram alvo de mandados de prisão o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que já se encontravam detidos. Adilsinho é apontado como uma das principais lideranças do jogo do bicho no estado e investigado como chefe da organização criminosa.
*Texto redigido com auxílio de ferramenta de Inteligência Artificial




