A seccional cearense da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) definiu que presbíteros, diáconos, religiosos, religiosas e lideranças pastorais não devem participar de atividades político-partidárias. A decisão foi anunciada por meio de uma nota oficial publicada pelo órgão na última quinta-feira (9).
“Torna-se necessário reafirmar a disciplina eclesial sobre a não participação do clero na política partidária, fundamentada na Sagrada Escritura, no Magistério e no Direito Canônico”, diz a nota, assinada por Dom Magnus Henrique Lopes, bispo de Crato; Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos, bispo de Sobral; e Dom Geraldo Freire Soares, bispo de Iguatu, coordenadores da CNBB no Ceará.
No documento, o órgão reforça a proibição do uso de espaços da Igreja para manifestações político-partidárias. Segundo a CNBB, esse tipo de ação pode comprometer a missão evangelizadora, afetar a credibilidade do ministério sacerdotal e contribuir para divisões entre os fiéis.
“O povo espera do sacerdote um pastor, não um cabo eleitoral. A mistura entre púlpito e palanque destrói a confiança”, acrescenta o texto.
Além disso, a nota esclarece as medidas disciplinares que poderão ser adotadas contra membros da Igreja que descumprirem as determinações. Entre as possíveis sanções estão advertência formal, suspensão de ofícios e encargos e a aplicação das penalidades previstas no Código de Direito Canônico.
“Queridos irmãos no ministério ordenado, somos chamados a ser pastores, não militantes; pais espirituais, não agentes políticos partidários; pontes, não muros”, concluíram o texto.




