A primeira-dama Janja da Silva comentou sobre as críticas que recebe em razão dos gastos em viagens internacionais e atribuiu comentários à misoginia. A declaração foi dada durante entrevista ao PodCast Frente a Frente do Uol, em parceria com o Estadão, nesta segunda-feira (13).
Durante o bate-papo, a jornalista Daniela Lima falou sobre a fama de “gastadeira” de Janja, a socióloga, por sua vez, afirmou que as críticas se tratam de misoginia: “Essa questão da ‘gastadeira’ é misoginia pura que hoje surfa nas redes sociais”.
A primeira-dama ainda falou sobre as questões burocráticas que envolvem o processo de viagens oficiais: “Não posso andar de econômica, tem que ser executiva, é questão de segurança. Por mim eu não andava com segurança, mas a PF tem que estar comigo. Tem alguns regramentos que eu tenho que seguir.”
Janja afirmou que as críticas são direcionadas a ela com o fim de atingir o presidente Lula (PT). “É mais fácil me atingir para atingir o presidente da República. Isso é dado, é fato. Faz parte da estratégia política da extrema direita. Contra isso, não tenho como combater”, declarou.
A socióloga disse que o Brasil nunca teve, de fato, uma primeira dama que trabalhasse efetivamente e ressaltou seus trabalhos nas viagens exteriores. “Agora mesmo eu estive em Roma fazendo uma série de agendas, principalmente com embaixadores de alguns países que apresentaram projetos relacionados à segurança alimentar e combate à fome”, relatou.
A oposição frequentemente questiona os custos das agendas oficiais de Janja da Silva. Em abril, o Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou por unanimidade todos os processos que analisavam os gastos e viagens da socióloga por entender que não houve irregularidades nas despesas.




