O padre brasileiro Françoá Rodrigues Figueiredo Costa, de 47 anos, foi excomungado pelo Vaticano após aderir à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), grupo católico ultraconservador que mantém divergências históricas com a Santa Sé. A decisão foi comunicada pela Arquidiocese de Brasília, que afirmou que o sacerdote entrou em cisma ao romper a comunhão com a Igreja Católica.
O cisma significa que apesar da punição, Françoá não reconhece a excomunhão e afirmou que continuará celebrando missas normalmente. Responsável pela Capela Santo Atanásio, em Ceilândia (DF), o padre passou a integrar oficialmente a Fraternidade São Pio X em abril de 2025, segundo a Arquidiocese. O grupo, fundado em 1970 pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre, é conhecido por defender posições tradicionalistas, como a celebração da missa em latim, e por contestar mudanças promovidas pela Igreja Católica após o Concílio Vaticano II.
Recentemente, a fraternidade voltou ao centro de uma crise após realizar ordenações episcopais sem autorização do papa Leão XIV, o que motivou novas sanções canônicas. Com a excomunhão, os atos ministeriais praticados por Françoá passam a ser considerados irregulares pela Igreja. Além disso, a Arquidiocese informou que confissões e casamentos celebrados pelo sacerdote são considerados inválidos e orientou os fiéis a não participarem das atividades promovidas pela Capela Santo Atanásio.
O comunicado também alerta que pessoas que aderirem formalmente ao movimento podem ser enquadradas na mesma situação de cisma e excomunhão.
Em entrevista ao Portal Metrópoles, Françoá disse que considera a decisão “nula” e “inválida”. Segundo ele, a punição seria resultado de um processo marcado pelo que classifica como “modernismo” dentro da Igreja Católica. Além disso, afirmou que seguirá celebrando missas diariamente, mencionando o nome do papa nas celebrações e rezando pelo arcebispo de Brasília, sustentando que continua em comunhão com a fé católica.
O sacerdote também declarou que não pretende recorrer da decisão. Em suas manifestações públicas, reafirmou a defesa das posições tradicionais da Fraternidade São Pio X e criticou mudanças implementadas pela Igreja nas últimas décadas, alegando que elas comprometem a preservação da doutrina católica.




