A líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta sexta-feira (17) que o FMI (Fundo Monetário Internacional) liberou US$ 346 milhões (R$ 1,77 bilhão) de recursos que o país já possuía junto ao organismo, mas que estavam bloqueados, para o plano de reconstrução após os terremotos.
O dinheiro, segundo o comunicado, será usado para reconstruir moradias, infraestrutura e apoiar famílias afetadas, entre outras necessidades prioritárias. A líder interina também agradeceu à diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, pela liberação dos fundos.
“Meu coração está com o povo da Venezuela enquanto se recupera dos devastadores terremotos”, escreveu Georgieva em um post nas redes sociais, confirmando a liberação.
Segundo o boletim mais recente, divulgado mais cedo nesta sexta, ao menos 5.069 pessoas morreram nos letais tremores, de magnitude 7,2 e 7,5, que atingiram o norte do país, especialmente La Guaira, estado vizinho à capital, Caracas.
Segundo o balanço, 17.907 pessoas continuam desabrigadas.
A ditadura venezuelana evita falar em desaparecidos, mas, segundo a ONU, esse número pode chegar a 50 mil, no que já é considerado um dos piores terremotos ocorridos na América Latina. O desastre afetou mais de 800 edifícios, dos quais 190 desabaram.
Em La Guaira, os desabrigados se instalaram em estádios, quadras, praças e até mesmo em calçadas, onde voluntários prestam atendimento médico e doam alimentos.
Delcy assumiu a liderança da Venezuela depois da captura do ditador Nicolás Maduro em janeiro durante uma operação dos Estados Unidos.
Mais cedo nesta semana, o seu irmão Jorge Rodríguez, que é presidente do Parlamento, anunciou que o regime iniciará, em agosto, uma mesa de trabalho com setores da oposição, incluindo a exilada Dinorah Figuera, para um plano de “fortalecimento da democracia”.
O Parlamento foi esvaziado politicamente durante o regime de Maduro, mas continua sendo reconhecido por Washington como o órgão legislativo legítimo da Venezuela.
Com informações da Folhapress*




