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FMI libera R$ 1,7 bilhão à Venezuela para plano de reconstrução após terremotos

Segundo dados, 5.069 pessoas morreram, 17.907 pessoas estão desaparecidas e mais de 800 prédios foram afetados pelos terremotos
Por UrbNews
Atualizado há 58 minutos
Tempo de leitura: 2 mins
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A ditadura venezuelana evita falar em desaparecidos, mas, segundo a ONU, esse número pode chegar a 50 mil. Foto: Reuters/Folhapress

A líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta sexta-feira (17) que o FMI (Fundo Monetário Internacional) liberou US$ 346 milhões (R$ 1,77 bilhão) de recursos que o país já possuía junto ao organismo, mas que estavam bloqueados, para o plano de reconstrução após os terremotos.

O dinheiro, segundo o comunicado, será usado para reconstruir moradias, infraestrutura e apoiar famílias afetadas, entre outras necessidades prioritárias. A líder interina também agradeceu à diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, pela liberação dos fundos.

“Meu coração está com o povo da Venezuela enquanto se recupera dos devastadores terremotos”, escreveu Georgieva em um post nas redes sociais, confirmando a liberação.

Segundo o boletim mais recente, divulgado mais cedo nesta sexta, ao menos 5.069 pessoas morreram nos letais tremores, de magnitude 7,2 e 7,5, que atingiram o norte do país, especialmente La Guaira, estado vizinho à capital, Caracas.

Segundo o balanço, 17.907 pessoas continuam desabrigadas.

A ditadura venezuelana evita falar em desaparecidos, mas, segundo a ONU, esse número pode chegar a 50 mil, no que já é considerado um dos piores terremotos ocorridos na América Latina. O desastre afetou mais de 800 edifícios, dos quais 190 desabaram.

Em La Guaira, os desabrigados se instalaram em estádios, quadras, praças e até mesmo em calçadas, onde voluntários prestam atendimento médico e doam alimentos.

Delcy assumiu a liderança da Venezuela depois da captura do ditador Nicolás Maduro em janeiro durante uma operação dos Estados Unidos.

Mais cedo nesta semana, o seu irmão Jorge Rodríguez, que é presidente do Parlamento, anunciou que o regime iniciará, em agosto, uma mesa de trabalho com setores da oposição, incluindo a exilada Dinorah Figuera, para um plano de “fortalecimento da democracia”.

O Parlamento foi esvaziado politicamente durante o regime de Maduro, mas continua sendo reconhecido por Washington como o órgão legislativo legítimo da Venezuela.

Com informações da Folhapress*

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