As pesquisas divulgadas pela Fecomércio Ceará e pelo IPDC, sobre o comportamento do consumidor em julho de 2026, revelam que as famílias cearenses demonstram maior confiança, aquecimento no consumo e estabilidade nas condições de crédito.
O Índice de Confiança do Consumidor registrou 127,2 pontos em julho, o maior resultado em cinco anos, com alta de 1,5% sobre junho e forte avanço em relação a julho de 2025 com 113,7 pontos.
Além disso, 59,4% dos consumidores consideram o momento de confiança propício para comprar bens duráveis, a percepção é mais elevada entre os jovens de 18 a 24 anos (65,2%) e com faixa de renda de 3 a 7 salários mínimos (69,2%).
Entre os produtos mais procurados, roupas (18,9%), geladeiras (16,8%) e TVs (16,3%) lideram a intenção de compra, seguidos por móveis e calçados. Além da melhora econômica, fatores sazonais como as férias escolares e a Copa do Mundo impulsionaram a demanda nos setores de lazer, eletrônicos, turismo e vestuário.
As compras no crédito mantêm indicadores positivos. Apesar de 69,6% das famílias de Fortaleza estarem endividadas por cartão de crédito (82,4%) e compras de alimentos a prazo (61,3%), a qualidade do crédito melhorou: a inadimplência caiu para 16,8% – menor nível em cinco anos. O valor médio da dívida é de R$1.851 (41% da renda familiar), e 73,7% dos consumidores mantêm um planejamento financeiro rigoroso.
De acordo com a Fecomércio Ceará, Fortaleza inicia o segundo semestre sob um cenário de consumo aquecido, impulsionado pelo otimismo das famílias, pela maior intenção de compras e por índices de crédito nos melhores patamares dos últimos anos. Para o presidente da Fecomércio Ceará, o comércio encontra um ambiente cada vez mais propício ao crescimento.
“Os indicadores de julho mostram que o consumidor fortalezense mantém uma percepção positiva sobre sua situação financeira e segue disposto a consumir de forma planejada. Esse ambiente de maior confiança favorece a atividade comercial e cria expectativas positivas para o segundo semestre, especialmente se houver continuidade da geração de emprego, renda e estabilidade econômica”, destaca o Presidente da Fecomércio, Luiz Fernando Bittencourt.




