A Receita Federal já recebeu mais de 20 milhões de envios do Imposto de Renda 2026. Até as 18h23 da última terça-feira (6), foram entregues 20.090.909 documentos. O prazo final para o envio é 29 de maio.
Neste ano, algumas mudanças permeiam o processo. Entre as principais alterações estão os novos limites de obrigatoriedade, além da exigência de informações específicas sobre ganhos em plataformas de apostas esportivas e aplicações financeiras no exterior.
De acordo com Anderson Albuquerque, contador da Repense Inteligência Financeira, “a nova declaração impacta diretamente a rotina fiscal de pessoas físicas, empresas e cooperativas porque amplia o nível de controle, cruzamento de dados e digitalização das informações prestadas à Receita Federal. Para as pessoas físicas, isso exige maior atenção ao preenchimento correto de rendimentos, investimentos, bens, operações financeiras e informações vindas de terceiros, como bancos, planos de saúde e empregadores”.
Segundo a Receita Federal, deve declarar o Imposto de Renda em 2026 quem recebeu, em 2025, rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584. Também estão obrigados os contribuintes que tiveram receita rural superior a R$ 177.920, obtiveram ganhos de capital, realizaram investimentos no exterior ou possuem patrimônio acima de R$ 800 mil.
Ainda segundo Anderson Albuquerque, as dúvidas mais recorrentes dos cidadãos sobre a declaração do imposto envolvem:
- entendimento sobre quem realmente está obrigado a declarar;
- divergências entre informes de rendimentos e dados pré-preenchidos;
- dúvidas sobre tributação de investimentos, criptoativos e rendimentos no exterior;
- erros na distribuição de lucros e nas informações enviadas pelas contabilidades;
- compreensão das novas obrigações acessórias;
- necessidade de treinamento das equipes contábil, pessoal e fiscal.
Outro ponto que continua gerando dúvidas entre os brasileiros é a tributação de cooperativas e cooperados. Apesar da crença de que cooperativas seriam totalmente isentas, especialistas alertam que o cenário é mais complexo. De acordo com a Corporis Brasil, cooperativas possuem tratamento tributário diferenciado, mas não estão livres da incidência de impostos.
A Receita Federal reforça que o envio correto das informações evita problemas como malha fina, multas e pendências no CPF. A expectativa do órgão é que a ampliação da declaração pré-preenchida e a digitalização de recibos médicos reduzam erros e facilitem o processo para os contribuintes.




