Play Video
Política

Ministro da Saúde diz que há tentativa de transformar debate técnico em disputa política no caso Ypê

Suspensão de produtos da Ypê pela Anvisa desencadeou uma nova onda de polarização nas redes sociais
Por UrbNews
Atualizado há 17 minutos
Tempo de leitura: 4 mins
Compartilhe a notícia:
Ministro Alexandre Padilha disse que a Anvisa não tem "lado partidário". Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), disse nesta segunda-feira (11) que vídeos irresponsáveis tentam transformar a suspensão de lotes de produtos de limpeza da Ypê em “disputa política”.

“Tivemos no fim de semana uma enxurrada de vídeos irresponsáveis que desinformam a população, que tentam transformar algo técnico, a preocupação com a saúde das pessoas, em disputa política porque essa empresa financiou campanhas do ex-presidente da República e do seu time”, disse Padilha à imprensa.

No último dia 7, a Anvisa determinou o recolhimento de detergente, sabão líquido para roupas e desinfetante de todos os lotes da Ypê com a numeração final 1 fabricados em Amparo, no interior de São Paulo. A agência também suspendeu a produção dos produtos.

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) iniciaram uma campanha a favor da empresa nas redes sociais e acusaram a Anvisa de perseguição política. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou uma foto com detergente da marca no sábado (9), enquanto o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL), defendeu a marca.

O ministro Padilha disse que a Anvisa não tem “lado partidário” e que está ao lado da saúde das famílias.

Ele afirmou que a interdição envolveu análises do setor de vigilância do estado de São Paulo, que é governado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado de Bolsonaro. Ainda afirmou que o diretor da Anvisa Daniel Meirelles, responsável pelo setor que suspendeu os produtos, foi indicado à agência durante o governo Bolsonaro.

“O diretor que é responsável por essa área na Anvisa foi indicado por Bolsonaro, foi assessor e secretário-executivo do ministro do governo Bolsonaro e está na Anvisa cumprindo o cargo e tendo a responsabilidade de cumprir papel técnico”, disse.

A Ypê apresentou recurso contra a interdição e conseguiu um efeito suspensivo da proibição de fabricar e comercializar os produtos relacionados pela Anvisa. Na quarta-feira, a diretoria colegiada da Anvisa irá avaliar o recurso.

Imagens da inspeção sanitária realizada no final de abril na fábrica da Ypê em Amparo, no interior de São Paulo, mostram os equipamentos usados na fabricação de detergente e lava-roupas com marcas de corrosão. Detalhes do relatório foram revelados na noite deste domingo (10) pelo Fantástico.

Em nota, a Ypê afirma que a inspeção não encontrou contaminação nos produtos. Informou também que possui controle de qualidade capaz de identificar e descartar itens que não seguem o padrão de qualidade exigido pela empresa.

Segundo a nota, as fotos que aparecem no relatório mostram áreas em que não há nenhum tipo de contato com os produtos e fazem parte de “um plano robusto de melhorias na fábrica”, com mais da metade das ações já realizadas.

A inspeção foi feita durante quatro dias por técnicos da Anvisa, do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e da Vigilância Sanitária de Amparo. A decisão de suspensão foi tomada a partir de uma avaliação de risco sanitário.

“A própria empresa, no final do ano passado, chegou a identificar no seu lote a presença de uma bactéria que não deveria estar nesse produto. Toda vez que se encontra uma bactéria nesse produto é um sinal de precaução importante, porque isso pode significar contaminação em várias etapas do processo de produção”, disse Padilha.

O ministro ainda recomendou que as pessoas não bebam detergente de qualquer marca. “Muito menos sair fazendo ‘videozinho’ sobre isso. É uma desinformação, colocando em risco a vida das pessoas.”

“Não sejam irresponsáveis com a saúde das pessoas, como vários de vocês foram durante a pandemia”, disse o ministro. Ele ainda recomendou que a população guarde em local seguro os produtos interditados enquanto a empresa não fizer o recolhimento.

Com informações de Mateus Vargas, da Folhapress

17
Compartilhe

Assuntos

Notícias relacionadas

NOTÍCIAS-22 (76)
Brasil
Ministério da Saúde adquire 140 mil unidades de medicamento oncológico para evitar desabastecimento na rede pública
Piauí é contemplado com Novo PAC Saúde e amplia atendimento em 22 cidades
Piauí
Piauí é contemplado com Novo PAC Saúde e amplia atendimento em 22 cidades
NOTÍCIAS-6 (4)
Ceará
Caucaia terá nova maternidade com 90 leitos e investimento superior a R$ 100 milhões
NOTÍCIAS-22 (76)
Brasil
Ministério da Saúde adquire 140 mil unidades de medicamento oncológico para evitar desabastecimento na rede pública
Piauí é contemplado com Novo PAC Saúde e amplia atendimento em 22 cidades
Piauí
Piauí é contemplado com Novo PAC Saúde e amplia atendimento em 22 cidades
NOTÍCIAS-6 (4)
Ceará
Caucaia terá nova maternidade com 90 leitos e investimento superior a R$ 100 milhões
Óbitos por malária caem 80% na terra Yanomami, diz governo federal
Amazonas
Óbitos por malária caem 80% na terra Yanomami, diz governo federal

Inscreva-se em nossa Newsletter!

A forma mais rápida de manter-se atualizado.
Receba as notícias mais recentes, de segunda a sexta-feira, diretamente na sua caixa de e-mail.