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Empresas de Virginia estão sendo investigadas pela PF por transações atípicas, diz revista

O caso teria começado após relatórios financeiros apresentados pelo Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf)
Por Pedro Breno Araujo
Atualizado há 4 semanas
Tempo de leitura: 2 mins
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A investigação e os documentos analisados surgiram em 2025, quando Virginia foi denunciada na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), do Senado Federal. Foto: Reprodução/Instagram @/virginia.

A influenciadora e empresária Virginia Fonseca está sendo investigada pela Polícia Federal (PF) por movimentações financeiras atípicas em empresas associadas a ela. A informação é da Revista piauí, que detalhou os pontos levantados na investigação.

Segundo os relatórios a que a reportagem teve acesso, o caso começou a ser investigado pela PF após o Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf) apresentar transferências atípicas realizadas para empresas ligadas à influencer. A primeira empresa mencionada é a Talismã Digital, empresa que Virginia é dona ao lado do ex-marido, Zé Felipe. 

Atuando com mídias digitais, a firma teria recebido cerca de R$ 22,4 milhões entre março a setembro de 2024 e, desse total, R$ 17,7 milhões vieram da AMP Pay Marketing e Negócios, em cinco remessas via Pix. Além desta, as movimentações da empresa Wpink Suplementos Nutricionais, que Virginia é sócia, registrou um faturamento que não condiz com o mensal declarado. 

A principal empresa da influencer também se tornou alvo da operação ao registrar 190 transações em depósitos de caixas eletrônicos de diferentes agências bancárias. A Savi Cosméticos S.A, razão social da Wepink, recebeu R$ 502 mil a partir das transferências.

As movimentações atípicas ou suspeitas foram registradas pelas instituições financeiras Santander e Itaú, com dados registrados nos Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) do Coaf. Ainda segundo a piauí, a defesa de Virginia nega qualquer irregularidade, tendo todas as notas fiscais de transferências e registros sobre faturamentos durante o período investigado.

A investigação e os documentos analisados surgiram em 2025, quando a influencer foi denunciada na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), do Senado Federal, que apurou irregularidades financeiras na divulgação de Bets por influencers digitais. Apesar da denúncia, o relatório da CPI foi arquivado e a comissão foi desfeita.

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